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Proteção vem de berço

Proteção vem de berço

Redação

28/11/2010 - 00h55
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Quem ama não só educa como cuida. Sendo assim, senhores pais, atenção: os cuidados com a proteção solar devem começar na infância, uma vez que os danos causados pelo sol no DNA das células ficam armazenados para sempre. Além disso, o efeito da radiação ultravioleta é cumulativo. Isso significa que caso não haja preocupação com a proteção da pele, aliado à constante exposição solar; até os 20 anos seu filho terá recebido 80% do sol necessário para estragar a pele.

As alterações vão desde o envelhecimento precoce até possíveis lesões benignas e/ou malignas. Daí a necessidade da proteção diária e, quanto antes, melhor. Mas se você já tem uma certa idade e nunca se preocupou com isso, nunca é tarde para cuidar da saúde da pele. Afinal, moramos num País tropical em que não se “toma sol” somente na piscina, na praia, no rio, etc.

Esse é o principal alerta da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em razão do Dia Nacional de Combate ao Câncer, comemorado ontem com ações de atendimento para detecção da doença em postos montados por todo País, enfatizando a importância da prevenção. Em Mato Grosso do Sul, as cidades que tiveram corpo de médicos voluntários para consulta gratuita foram: Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. “Campanhas como essa são fundamentais para orientar a população sobre o câncer de pele e encaminhar muitos para tratamento ainda na fase inicial da doença. Nosso foco é alcançar um número cada vez maior de pessoas com informações sobre a prevenção e reconhecimento da lesão. Pois, sabemos a principal causa e quem poderá ter”, relata o dermatologista Augusto Afonso Brasil Filho, presidente da SBD/MS.

Tipos de câncer
O câncer de pele é o mais comum entre os cânceres e se manifesta de duas formas, benigno ou maligno. Dados do Instituto Nacional do Câncer estimam que em 2010 aparecerão 660 novos casos de câncer de pele não melanoma, em Mato Grosso do Sul.

O tipo benigno recebe o nome de carcinoma basocelular e tem incidência de 70 a 80% dos casos, sendo portanto, o mais frequente, mas sua malignidade é baixa. Embora possa provocar deformidades, não leva à morte e está relacionado diretamente à exposição dos raios UVB, atingindo principalmente pessoas de pele, cabelo e olhos claros. “O crescimento deste câncer é lento e geralmente indolor. Se apresentam como pintas ou pequenas feridas que não cicatrizam, muitas vezes confundidas com espinhas”, alerta o dermatologista Augusto Brasil.

Segundo o especialista, há duas categorias do carcinoma: o basocelular, que se caracteriza por feridas superficiais e o espinocelular, que embora seja menos frequente pode ter crescimento mais rápido e as lesões maiores podem dar origem a metástases.

Já o melanoma é o tipo maligno, sua incidência é de 5 a 7% dos casos; a estimativa para 2010, segundo o Inca é de 20 casos no Estado. Na contrapartida, é o câncer que mais cresce no mundo; nos últimos dez anos a doença aumentou em 20%. O melanoma, assim como o carcinoma e todos os cânceres de pele têm como principal causador a exposição aos raios ultravioleta.

Embora o melanoma seja mais agressivo, é curável, mas se não tratado na sua fase inicial pode levar facilmente à morte – no ano passado foram registradas 10 mortes no Estado – pois pode causar metástase (células deformadas que se irradiam pelo sistema linfático e provocam tumores em outros órgãos).

“De qualquer forma, independente do tipo de câncer de pele, ele deixa marcas visíveis, impactando na qualidade de vida e estima do paciente”, ressalta o médico, acrescentando que o excesso de sol é o maior inimigo da pele, pois ele também é o culpado por cerca de 70% do envelhecimento deste que é o maior órgão do corpo humano. Isso porque emite dois tipos de radiação ultravioleta. “O raio UVA , de aging, é responsável pelo envelhecimento, enquanto o UVB, de burning, é o que queima e traz o risco de câncer”, esclarece o especialista.

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