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A cura do câncer é possível?

A cura do câncer é possível?

Redação

12/12/2010 - 00h05
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Na manhã de terça-feira, em um pequeno anfiteatro no Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp), o diretor de Estratégias do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Hoff, doutor em Medicina pela USP, conversou com jornalistas de todo o País, traçando um histórico do câncer e da oncologia no Brasil. "A comunidade científica vê grandes possibilidades de que a doença se torne uma epidemia no futuro. Existem pesquisas em relação a medicamentos, vacinas e métodos de prevenção, mas ainda é um terreno muito difícil de conhecer", descreve.

Tendo participado de pesquisas no desenvolvimento de drogas para o combate ao câncer de cólon e reto, Hoff explica que existem duas linhas de ação contra o câncer. "Em primeiro lugar, buscamos conter o crescimento do tumor para poder eliminá-lo, evitando que volte. Se isso não é possível, tentamos prolongar a sobrevida por meio do controle dos sintomas", descreve. Com a doença se tornando a principal causa de morte no mundo, superando as doenças cardiovasculares, os tratamentos se tornarão cada vez mais individualizados, já que a doença tem comportamentos diferentes em cada paciente.

Felizmente, segundo ele, existe interesse tanto dos governos, quanto da indústria farmacêutica, na contenção da doença. "Curamos por volta de 60% dos pacientes. O diagnóstico precoce ainda é a melhor forma de combate, mas vemos um aumento nos casos de tumores crônicos, que reaparecem diversas vezes. É um problema que a medicina tem enfrentado", pontua. Nestes casos, os medicamentos devem acompanhar toda a vida do pacientes, pois a doença não desaparece.

"Está muito claro para onde estamos indo com as pesquisas oncológicas. Não sabemos se vamos chegar lá, mas esperamos descobrir a cura para a maior parte dos tumores. Vale lembrar que o câncer não é uma doença, mas um conjunto de moléstias, portanto, estamos buscando curas para cânceres", detalha. Ele compara o câncer de testículo avançado ao câncer de pâncreas. Enquanto o primeiro tem grandes chances de cura, o segundo não é tão passível de cura assim. "É uma das dificuldades em se tratar a doença", finaliza. (TA)

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