Correio B

Tradição

Papai Noel por vocação

Papai Noel por vocação

Redação

21/12/2010 - 00h00
Notícia sem imagem

Durante o ano, cada um  exerce atividade diferente, mas chegou dezembro e algumas pessoas da Capital resolvem, bem ao espírito da época, assumir um personagem que alegra crianças e adultos. De forma mais completa ou estilizada, transformam-se em Papai Noel. Detalhe: ninguém recebe nada por isso. O engenheiro ambiental Antônio Carlos da Silva Sampaio faz parte deste clube. O personagem entrou em sua rotina natalina há dois anos, quando foi convidado a participar do Natal de uma crechê da Capital. Com barba e cabelos grisalhos e corpo acima do peso, não precisou de adaptações para lembrar o autêntico bom velhinho. “Foi uma experiência muito gratificante. As crianças adoraram e eu também. Elas ficaram emocionadas”, lembra.

O sucesso da empreitada fez com quem nos dias seguintes, em vários momentos, utilizasse o gorro vermelho. O sucesso foi maior ainda. “No trânsito, chamava muito atenção. As pessoas davam tchau, as crianças ficavam eufóricas, assim como os adultos. Quando fui numa pizzaria, junto com amigos, usei o gorro. As crianças chegavam e queriam tirar fotos”.

Antônio Carlos não utiliza a pesada roupa do personagem, prefere uma camiseta vermelha. “Este ano, aconteceu algo muito interessante. Na creche, havia outro Papai Noel, todo caracterizado, mas ele não despertou a mesma atenção das crianças. Elas diziam que a barba dele era falsa, enquanto a minha era de verdade, assim como meus cabelos brancos. Cheguei à conclusão que elas querem mais naturalidade do que fantasia. Não acreditam nessa coisa de renas e trenós, preferem algo mais simples e autêntico”, avalia.

Para o próximo ano, ele já se comprometeu a incorporar o personagem. “Quero fazer sempre. É algo que tem tudo a ver com o clima de fim de ano. As pessoas ficam mais sensiblizadas e o Papai Noel é um pouco mensageiro desse momento”.

Triciclo natalino
Outro que não vê a hora de chegar dezembro é o militar da reserva Dailson Ferreira Agostinho, conhecido como “Carioca”. Há quatro anos, se transforma em Papai Noel neste período. Nos primeiros anos, munido de fantasia e a vontade de passar carinho e bom humor, percorreu locais onde havia grande concentração de crianças, distribuindo brinquedos e dissiminando o espírito natalino. Desde 2008, resolveu incrementar a ação. Apaixonado por motocicletas, mais especificamente triciclo, resolveu transformar sua possante em uma verdadeiro meio de transporte do Papai Noel e percorre as ruas de Campo Grande no período noturno, visitando instituições de caridade e também locais públicos. “É inacreditável como a figura do Papai Noel chama a atenção das pessoas. A gente passa pela Avenida Afonso Pena e recebe atenção de todos, seja criança ou adulto. Sinto uma transformação das pessoas. Elas gritam, se emocionam com a nossa presença”, lembra Dailson.

Na empreitada, conta com o auxilío dos companheiros dos Dinossauros Triciclo Clube, aficionados por este tipo de máquina, além da esposa – que assume o papel de Mamãe Noel – da sogra e de demais familiares. “Chega esse período do ano e todos ajudam. É uma festa muito bonita. Muita gente somente pensa no presente, mas tem um simbolismo muito maior que é o nascimento de Cristo. A figura do Papai Noel reforça essa mensagem”, destaca.

Para a caracterização, usa fantasia de cetim, já que as tradicionais, segundo ele, são quentes e desconfortáveis. Para o próximo ano, pretende ampliar o guarda-roupa natalino, confeccionando mais fantasias, que se somarão à peça atual. Além das entidades assistenciais, o Papai Noel motorizado também aceita a missão de visitar espaços particulares. “Nesse caso, a gente somente cobra o combustível. O trabalho do Papai Noel é de graça”.   

Tradição em família
Uma tradição familiar se estabelece em torno da recreadora Luana de Andrade Moura no período de Natal. Há 3 anos, ela assume a personalidade do bom velhinho no Centro de Educação Infantil (Ceinf) onde atua, no Monte Castelo. “Minha mãe fez durante alguns anos o Papai Noel para criançada, mas quando ela saiu do Ceinf, eu acabei assumindo o papel”, lembra.

Luana diz que a função é de responsabilidade, já que toca na sensibilidade das crianças, assim como de sua fantasia. “Fico muito feliz com a ação que faço, mas também muito nervosa  num primeirro momento, mas é deslumbrante ver a reação das crianças. Elas ficam muito contentes”.

Segundo a recreadora, quem interpreta o personagem precisa estar preparado para enfrentar a inocência das crianças com perguntas inusitadas. “Teve uma menina que chegou para mim e disse: Papai Noel como você dorme? Fiz um gesto simples, mostrando como seria o sono. Ela ficou toda contente”, lembra.

Em um primeiro momento, Luana  acha que ficará na função por uns sete anos, para dar sorte, mas diz que pode ampliar o tempo caso necessite. “Faço somente no local onde trabalho, mas se for chamad para ir em outro local, não há problema algum. Tenho enorme prazer em ser o Papai Noel”.

representando ms

Idealizador do 'Tereré e Quadrinhos' vai pela 4.ª vez à FIQ em BH

Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, um dos principais palcos para os produtores desse formato de histórias que buscam catapultar projetos

04/11/2026 10h07

correio b terere

correio b terere Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de BH / Acervo Pessoal

Continue Lendo...

DIÁLOGO

A reeleição de Lula para mais quatro anos de mandato jogou um balde de... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (4)

04/11/2026 00h02

8603c51d 751d 4b37 89cb fe2c5ad0fc99 13_2

8603c51d 751d 4b37 89cb fe2c5ad0fc99 13_2

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).