Depois de dois anos enfrentando todos os tipos de dificuldade para finalizar o curta-metragem “Ela veio me ver”, o cineasta Essi Rafael Mongenot Leal começa a ser recompensado. Tendo sido escolhido para integrar a seleção de curtas da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, que acontece entre 21 e 29 de janeiro, Essi aproveita a ocasião para estrear a produção. “Com o fechamento do Cinecultura e o adiamento do Festival de Cinema de Campo Grande, perdi dois espaços que poderiam ser utilizados para exibir o filme pela primeira vez aqui na Capital”, lamenta o cineasta de 22 anos, natural de Aquidauana.
O filme foi viabilizado financeiramente por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), que disponibilizou R$ 17,8 mil, além dos investimentos próprios, que chegaram a R$ 4 mil, segundo Essi. “É um orçamento muito baixo para produzir um filme. A vontade de fazer cinema era grande. Ninguém ganhou dinheiro com o projeto e alguns não receberam salário. Por isso, ser selecionado para um festival importante é um ótimo começo”, afirma o diretor, que também roteirizou o curta. Além dele, a equipe contou com cerca de 20 profissionais.
O enredo é singelo, mas filmado com sensibilidade e criatividade. Oferece um retrato peculiar de um momento significativo da adolescência: o primeiro encontro. Dois jovens, interpretados por Geraldo Espíndola (o filho) e Maria Eugênia Pacheco, passam uma tarde juntos e sozinhos no centro de Campo Grande. Apesar de gostarem um do outro, ambos não sabem como agir nem como lidar com sentimentos de insegurança, ansiedade, medo e timidez.
Com apenas uma única exibição no Pontão de Cultura Guaicuru, enquanto ainda estava em fase de pós-produção, “Ela veio em ver” é uma prova do potencial de Essi. Ele estudou Imagem e Som na Universidade Federal de São Carlos (UfsCar) e produziu, entre outros, “Um conto de solidão”, pelo qual foi premiado no Festival de Cinema de Campo Grande – FestCine Pantanal de 2009. “Fazer cinema pode ser exaustivo, mas vale a pena quando a gente vê o trabalho sendo projetado em uma tela grande”, descreve Essi.
Segundo ele, o atual curta-metragem, de 17 minutos, foi inscrito em cerca de 30 festivais nacionais e internacionais. “Assim que finalizei o filme, comecei a inscrevê-lo em festivais. É a melhor oportuniadade de divulgar e exibir o trabalho. Espero que seja aceito em outros”, pontua o jovem.
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Essi Rafael tem curta selecionado em festival
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