O ano passado foi supostamente o período em que os fabricantes surpreenderiam os consumidores com todo tipo de ofertas de tablets. Em janeiro, Steven Ballmer, executivo-chefe da Microsoft, subiu ao palco do International Consumer Electronics Show, a feira das novidades da indústria de tecnologia, e mostrou três dispositivos que, ele disse, estariam à venda nos meses seguintes. Dezenas de pequenas companhias estabeleceram seus próprios planos para tablets na feira.
Mas poucas dessas promessas se tornaram realidade; nenhum dos tablets da Microsoft chegou às lojas. Em vez disso, em abril, o iPad da Apple foi lançado. E 2010 se tornou o Ano do iPad.
Este ano, os fabricantes prometem que será diferente, dizendo que depois do sucesso do iPad eles aprenderam muito sobre o que os consumidores esperam de um tablet.
Talvez a característica mais importante seja a capacidade de assistir vídeos de alta qualidade, dizem analistas da indústria, apontando para pesquisas de mercado que mostram, acima de tudo, consumidores querendo usar os tablets para todo tipo de mídia – assistir filmes, ver e compartilhar fotografias e jogar games.
Até outubro, a Apple havia vendido 7,46 milhões de iPads em todo o mundo, de acordo com os últimos dados apresentados pela companhia. Ela não teve praticamente nenhuma concorrência durante todo o ano, até o Samsung Galaxy chegar ao mercado em novembro. A Samsung disse que já vendeu 1,5 milhão de unidades desde então.
Como os concorrentes receberam isso? - Muitas empresas estão retendo as especificações de seus tablets até que eles sejam lançados formalmente. Mas os que têm discutido seus planos dizem que irão oferecer características específicas não existentes no iPad e ganhar dos concorrentes no preço.