Imagens do centro de São Paulo estão na capa e contracapa do primeiro álbum de Luciana Fischer, “Todos os lugares”. Nas fotografias com poucas cores, aparece envolvida pela paisagem paulistana – Vale do Anhangabaú, Santa Ifigênia – mas não se engane, seu canto tem muito de campo-grandense. Ela nasceu na Capital e deu os primeiros passos musicais por aqui. “Comecei aos 15 anos, tocando violão, piano, cantando em jingles. Por mais de 10 anos atuei em bares da cidade. Na mesma época, me formei em Educação Artística na UFMS. Cheguei a gravar um material de demonstração produzido pelo Lúcio Val – músico morto este ano. Uma música foi bastante executada na rádios, ‘Palavras soltas’, que também teve clipe. Muita gente achava que eu era uma artista de fora”, lembra Luciana, 38 anos, que mudou para a capital paulista no começo da década.
É exatamente “Palavras soltas” que abre o álbum. “São várias músicas que fiz na época em que estava morando em Campo Grande. As outras compus mais recentemente”. Funcionária pública federal, conseguiu a transferência para São Paulo iniciando estudo de música, entrando, inicialmente, no mestrado e, agora, no doutorado. Deste estudo surgiu a aproximação com o canto lírico, ao qual vem se dedicando paralelamente à música popular. “Não tenho problema em atuar nas duas áreas. Em São Paulo, cantei durante dois anos em barzinhos. Lembro de circular com violão por vários pontos da cidade. Mais adiante comecei a cantar em casamentos”.
A atuação no segmento erudito também a levou apresentar-se em espaços nobres como o Teatro Alpha e a Sala São Paulo. “No aspecto técnico, o popular e o erudito não apresentam muita diferença, mas quanto ao aspecto estético, são bem distintos. O lírico não precisa de microfone, tem que soltar realmente a voz, enquanto o popular é mais intimista, é preciso se posicionar junto ao microfone”, destaca.
O canto lírico também a trouxe a Campo Grande recentemente, quando participou de evento promovido pelo Centro Arte Viva, que aconteceu no Teatro Glauce Rocha. “As minhas vindas para cá nos últimos anos foi para mostrar esse trabalho com canto lírico, não a parte de música popular”.
A decisão de retomar as canções pop a fez chamar o músico e produtor Adriano Magoo, também de Campo Grande. “Conheço-o há muito tempo, acho que mais de 15 anos, chegamos a trabalhar juntos aqui. Quando resolvi fazer o disco achei que seria a pessoa certa para trabalhar comigo no estúdio”, destaca a cantora, que veio passar as festas de fim de ano em Campo Grande, com a família.
Sonoridade
Antes mesmo de definir a produção, Luciana estabeleceu o tipo de sonoridade que pretendia. “A ideia era unir o eletrônico com o acústico. Tinha como referência a cantora Dido, que conseguiu bons resultados nessa proposta”, explica. Além de Adriano, outro músico local que participa é Sandro Moreno. A ficha técnica foi reforçada por músicos conhecidos da cena paulistana, como o trombonista Bocato e o guitarrista Tuco Marcondes. No momento, Luciana busca patrocínio para lançar o material. A intenção é realizar apresentações em São Paulo e Campo Grande. Quem quiser conhecer as músicas do CD pode acessar http://tramavirtual.uol.com.br/lucianafisher.
Correio B
MÚSICA
Luciana Fischer lança "Todos os lugares"
Luciana Fischer lança "Todos os lugares"
representando ms
Idealizador do 'Tereré e Quadrinhos' vai pela 4.ª vez à FIQ em BH
Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, um dos principais palcos para os produtores desse formato de histórias que buscam catapultar projetos
04/11/2026 10h07
Compartilhar
correio b terere Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de BH / Acervo Pessoal
DIÁLOGO
A reeleição de Lula para mais quatro anos de mandato jogou um balde de... Leia na coluna de hoje
Leia a coluna desta quarta-feira (4)
04/11/2026 00h02
Compartilhar
8603c51d 751d 4b37 89cb fe2c5ad0fc99 13_2
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
ASSINANTES