Três artistas de Campo Grande, utilizando técnicas diferentes, inauguram hoje, às 19h30min, na Morada dos Baís, a exposição “Olhares sobre Campo Grande”. O evento dá início à programação em comemoração ao aniversário da cidade, que em 26 agosto completará 112 anos. Participam Lúcia Monte Serrat, Antonia Hanemamm e Jonas Santana.
Conhecida por abordar o universo feminino, a artista plástica e professora de artes Lúcia Monte Serrat – curitibana radicada há vários anos em Campo Grande – utilizou a técnica de acrílico sobre tela para colocar suas mulheres olhando para os monumentos da Capital. “Fiquei me lembrando de quando cheguei aqui, há 30 anos, e os monumentos me chamavam a atenção; a cidade cresceu e outros foram sendo construídos”.
A artista participa com sete telas, enfocando o relógio da Rua 14 de Julho, a Morada dos Baís, o Obelisco, a igreja da Comunidade Tia Eva. “Este é o trabalho para o qual me dediquei nos últimos meses e que não tem nada de acadêmico, segue minha linha expressionista mesmo”.
Relevo
Especialista em trabalhos com papel machê, a artista plástica Antonia Hanemamm participa da mostra com nove obras – segundo ela, objetos de pendurar. Utilizando caixinhas de remédio, de perfume e de pasta de dente sobrepostas por papel machê, ela “construiu” estruturas que remetem ao cenário urbano de Campo Grande. “São cenas vistas a partir do prédio onde moro. Por isso, em meus cenários aparecem construções, aves (tucano, arara) e pessoas, porque eu gosto de ver gente interagindo com este universo histórico, cultural e urbano”. Outro espaço que serviu de inspiração para a artista é o Museu José Antônio Pereira.
Infogravuras
Bacharel em Educação Artística pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) com especialização em Artes Visuais: Cultura e Criação pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Mato Grosso do Sul (Senac-MS), Jonas Santana expõe 11 trabalhos em infogravuras. “São gravuras criadas por meio do computador, trata-se de uma técnica de arte nova”, explica o artista, que também se inspirou na arquitetura e nos monumentos da Capital para realizar o trabalho. “Fotografei e os transformei em desenhos. Há prédios antigos, a Morada dos Baís e o Armazém Cultural, por exemplo”.
A exposição ficará aberta até 31 de julho, de terça a sábado, das 8h às 18h e aos domingos, das 9h às 12h. Avenida Afonso Pena, esquina com a Av. Noroeste.
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