A principal missão do artista plástico Ronaldo Autuori é popularizar a técnica do impressionismo, criada no final do século 19 e que destacou os trabalhos de artistas como Monet, Renoir, Degas e outros. Filho de militar, Ronaldo percorreu várias partes do Brasil. A sua arte traduz os constantes deslocamentos, registrando paisagens diversas. Em Mato Grosso do Sul, fixou-se nas paisagens campestres, não se esquecendo do homem da região.
Para Ronaldo, a arte precisa conquistar todos os espaços possíveis.
Por isso, ele apresenta programa de televisão mostrando e comercializando peças artísticas, ministra oficinas livres, participa de leilões, coletivas individuais e, quando pode, como acontece agora em Campo Grande, pinta em espaço público com acompanhamento dos interessados. “A arte não pode ficar escondida, não adianta. Precisa estar em todos os lugares. Faço isso há mais de 30 anos e acredito na arte que tenha comunicação imediata com o público”, explica.
Autuori vive em constante itinerância pelo País, passando pequenas temporadas em pontos diferentes. “Eu morei em Campo Grande durante dois anos, na década de 1990, quando fiz muitos amigos e conheci muita gente. Atualmente, trabalho mais no Sul e na região Sudeste”, afirma.
Na atual temporada na Capital pretende permanecer por cerca de 30 dias, produzindo telas e orientando cursos livres. No currículo, o artista conta ainda com exposições no exterior, destacando mostra nos Estados Unidos e vários países europeus. Na sua avaliação, o ideal artístico não pode ser movido pela complexidade. “De um modo geral, as pessoas querem trabalhos de fácil entendimento. Querem algo próximo da fotografia, mais acadêmica, que tenha uma leitura simples”.
Ronaldo enfatiza que o impressionismo é um tipo de técnica, feito com espátula, destacando o trabalho com cor e contraste, luz e sombra, claro e escuro. As cores base são azul, vermelho, amarelo. As tonalidades nascem destas cores, com exceção do branco.