Mais de 50 anos se passaram desde o início da obsessão de Gargamel por uma sopa bastante peculiar: seu principal ingrediente deveria ser uma simpática turma de bichinhos azuis.
Criação do belga Peyo, os Smurfs – cuja animação marcou a infância de muita gente no Brasil, sobretudo nos anos 1980 – ganharam status hollywoodiano e estreiam amanhã nas salas do país, mais de um ano depois das primeiras notícias sobre o filme, produzido com a tecnologia 3D.
Na trama dirigida por Raja Gosnell, Smurfette e seus amigos fogem – mais uma vez – de Gargamel, quando se deparam com um portal mágico e acabam no mundo "real", mais especificamente, em pleno Central Park (NY).
Com altura equivalente a três maçãs, os pequeninos seres azuis têm de voltar à sua aldeia antes que o malvado feiticeiro os capture. Para cativar a criançada, que não teve tanto contato com os personagens quanto o público de 30 anos, os produtores americanos escalaram vozes conhecidas para a dublagem.
Por exemplo, Katy Perry, a Smurfette, e Alan Cumming, o Valente (personagem novo, com sotaque escocês, costeletas e saia kilt). Hank Azaria (a voz de Moe em “Os Simpsons”) vive Gargamel. Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”), Jayma Mays (“Glee”) e Sofía Vergara (“Modern Family”) completam o elenco de atores que interagem com os personagens animados.
Na versão em português, a preocupação com timbres conhecidos não foi a mesma. A cantora Jullie faz a voz de Smurfette. Os demais personagens ficaram a cargo de dubladores profissionais. “Os Smurfs” chega ao Brasil com uma semana de atraso em relação aos EUA. E a gente não aguentava mais esperar.