Reunindo dança, teatro e música, o espetáculo “Vários povos, uma cidade”, homenageará aqueles que ajudaram a construir a diversidade étnica que se vê em Campo Grande. A apresentação acontecerá no Museu José Antônio Pereira, às 20h, hoje e amanhã. Seguindo a formatação do projeto iniciado no ano passado, chamado “Luzes na história”, os ambientes do local serão aproveitados para contar a história dos migrantes e imigrantes por meio de show de luzes, som e arte.
A novidade nesta segunda edição é a parceria entre os grupos de teatro, dança e o coral da Universidade Católica Dom Bosco. “É um presente da universidade para a cidade”, afirma Roberto Figueiredo, presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fundac) e diretor de Cultura & Arte da UCDB. A encenação acontecerá ao ar livre e contará com a participação do grupo teatral Senta Que O Leão É Manso, da cia. de dança Ararazul e do Coral da Católica.
No caso da dança, por exemplo, o coreógrafo Chico Neller se baseou em três canções que serão interpretadas ao vivo pelo coral. “Sonhos guaranis”, “Índia” e “Kikiô” recebem coreografias interpretadas pelos bailarinos da companhia e representam os povos indígenas e os paraguaios que optaram por viver na cidade, assim como também procura mostrar quem é o homem que vive nessa região. Ao todo, serão 10 canções que criam a narrativa do espetáculo, passeando por cada um dos povos que vivem em Campo Grande, cidade prestes a completar 112 anos.
“Vamos fazer uma homenagem a partir das artes cênicas e da música para mostrar como é rica a nossa diversidade cultural e étnica”, explica Roberto, que fez a direção-geral da montagem. Segundo ele, o local em que o espetáculo será realizado é essencial para a composição das cenas e da história. “Aproveitamos o que a antiga sede da Fazenda Bálsamo nos oferece. Quando falamos sobre a família de José Antônio Pereira, mas também quando apresentamos os índios, mineiros, paraguaios, japoneses, árabes e gaúchos que vieram para cá”, aponta.