O Museu de História do Pantanal (Muhpan) se transformou em um pólo difusor e produtor da cultura pantaneira com a exposição “Memórias do Pantanal Rupestre”, aberta na noite de quinta-feira, em Corumbá. Criado e mantido pela Fundação Barbosa Rodrigues (FBR), o museu instiga a curiosidade e a sensibilidade da comunidade fronteiriça na (re) descoberta de suas origens nestas terras alagáveis.
O projeto patrocinado pela Petrobras escancara um universo de manifestações culturais deixadas nos lajedos pelas civilizações indígenas, que ocuparam a região há pelo menos cinco mil anos, democratizando o acesso à informação e ao conhecimento. A mostra remete a um pensar do sentimento desses povos ao lugar e sua sabedoria em relação à natureza e ao viver em torno dos sinais do céu.
O salão principal do Muhpan se transformou em um sítio arqueológico com 27 grandes painéis em tecido, com reproduções de registros rupestres encontrados na borda do Morro do Urucum, próximo a cidade. Na entrada, o visitante encontra informações colhidas pelos pesquisadores e suas visões científicas do que representam aquelas evidências da ocupação humana no continente.
Indo ao encontro daquelas pegadas ou elementos geométricos em círculos ou sinuosos, como um sol, as curvas do Rio Paraguai ou uma grande cobra (seria o Minhocão, da lenda pantaneira?), descortina-se um mundo misterioso de saberes culturais. Vídeos com imagens e depoimentos do pesquisador Luiz Peixoto e do artista plástico colombiano Santiago Plata traduzem aqueles achados.
A exposição é aberta ao público, de terça-feira a domingo. De terça a sexta-feira, o museu funcionará das 9h às 17h30; aos sábados, das 13h às 21h; e aos domingos, das 9h às 12h. Mais informações pelo telefone (67) 3232-0303.