De antemão, a reportagem pede desculpas pelo título mais do que óbvio. Afinal, em se tratando de Ivete Sangalo, a Cidade do Rock se transformar numa grande micareta é algo que beira o “mais do mesmo”, certo? Mais ou menos se levarmos em conta o fato de que a outra grande referência do axé no Rock in Rio, a também diva Claudia Leitte, destoou de si própria ao tentar agradar ao público numa performance “rock n´roll-fake”.
Ivete, não. Ela foi legítima. Na terceira apresentação do palco Mundo desta sexta-feira de Rock in Rio, a boa baiana fez justamente o inverso. Focou o seu repertório justamente no axé, na micareta. Sem preciosismos. Ivete é Ivete e ponto final. Tudo bem que “Easy”, dos Commodores, e uma quebra de protocolo e set list com “More Than Words”, do Extreme, sozinha no violão, agradaram ao ponto de desviar rapidamente a linha de sua performance. Mas ressaltando mais uma vez, foi tudo muito rápido.
Para quem teve a oportunidade de ver alguma imagem aérea do show de Ivete Sangalo, não seria preciso mais nenhuma palavra. A sinergia entre artista e público foi algo que poucos artistas conseguiram até aqui na quarta edição brasileira do festival – talvez o Slipknot, Stevie Wonder, ou mesmo o Metallica – mas em nenhum show de viu tantas mãos para o alto e refrãos entoados em alto e bom som.