Um segmento que ainda mostra fôlego é do som retrô, aquela que destaca músicas que fizeram sucesso nas décadas de 60, 70, 80 e até 90, no século 20. As festas animadas exclusivamente por canções feitas nesses períodos são constantes na Capital. Os espaços são variados, indo dos clubes mais populares até as boates, que normalmente se dedicam ao som eletrônico.
A banda Eclipse, que entre 1984 e 1988 atuou em vários bares, festas e festivais da Capital, além de se apresentar no interior e cidades do Paraguai, aposta nessa tendência, revivendo sonoridades que marcaram o passado. Hoje, por exemplo, às 23h, a formação é convidada para animar a noite retrô do Move Club – Rua Doutor Temístocles, 94 – perto da Feira Central.
Segundo o baterista Alexandre Nicolau, há um nicho de mercado que ainda não foi preenchido e que solicita grupos que sejam especializados na recriação de clássicos do pop, rock e dance. “É esse som retrô que queremos destacar, tanto nos covers como nas músicas autorais, que também lembram os sons do passado”.
Para a festa da Move, o repertório se concentrará em hits de artistas que foram atenção nas pistas dos anos 70 – Villlage People, K.C and Sunshine Band, Kool and Gang, entre outros. Mesmo tendo o som das discoteques como referência, ainda haverá espaço para relembrar sucessos nacionais de Kid Abelha, Tim Maia, Sidney Magal e até Mamonas Assassinas.
A Eclipse tem experiência de sobra para resgatar essas canções, já que quando surgiu se especializou em recriar os grandes sucessos de sua época e das anteriores. “Nos quatro anos que atuamos, tocamos muito em locais como os bares Au Au, Calabar, J.J; clubes como Círculo Militar, União dos Sargentos e festivais como o Mato Grosso do Som. Cantávamos canções dos Beatles, Queen, Elton John, The Police, Nazareth, Scorpions, entre outros. Algumas vezes chegávamos a fazer novas versões de algumas músicas, colocando elementos novos”, lembra Alexandre.