O cantor e compositor Guilherme Rondon está de volta aos palcos de Campo Grande. Foram três anos longe. “Fiz mais shows fora, São Paulo, Assunção. Estou com muita expectativa para saber como será a reação das pessoas, num momento em que o público se apresenta disperso e nem sei se há tanto interesse com a nossa música como no passado”, aponta Guilherme.
O show, que acontece hoje no Teatro Aracy Balabanian, às 20h, tem como mote o novo álbum do músico, “Made in Pantanal”, registrado durante uma semana, em junho, na Fazenda Barra Mansa, à margem do Rio Negro. “É um disco 100% sul-mato-grossense, todos os envolvidos são daqui. No caso dos músicos, apenas o guitarrista Orlando Bonzi, que é paraguaio, não é do Estado, mas morou aqui durante certo período”.
Os outros músicos da empreitada foram Sandro Moreno (bateria) e Alex Mesquita (baixo). Na parte técnica, a mão de obra também é local. Para Guilherme, termos como “soft” e “relax” traduzem com perfeição o clima do disco. “O som da natureza e dos animais refletiu na gravação. É um material simples, com as cordas se destacando”, descreve.
No total, o CD apresenta 12 canções, todas de Guilherme Rondon, grande parte em parcerias. Compositores de São Paulo, Rio de Janeiro, assim como de Mato Grosso do Sul co-assinam as canções. Em termos rítmicos, o músico revisita o chamamé, balada, bossa, entre outros. Para mostrar as canções no palco, ele contará com Sandro Moreno e Alex Mesquita, além de Capim (sanfona), Gilson Espíndola (vocal) e Daniel Rondon, seu filho, na gaita. “O Orlando Bonzi até que tentou vir de Hong Kong, onde está morando, de ônibus, mas não dará tempo dele chegar”, brinca Guilherme.
O lançamento do novo trabalho faz parte do projeto que comemora quatro décadas de carreira. Todo o processo de gravação do CD, no Pantanal, foi registrado e poderá fazer parte de DVD com lançamento em 2012. O disco marca o quarto trabalho solo de Guilherme. Ele também tem disco gravado em parceria com João Fígar e integrando o Chalana de Prata.