Falar do homem implica também em falar de seu corpo. Corpo estático, em movimento, social, corpo físico, entre outros. O corpo como lugar onde se inscrevem os elementos culturais presentes nas experiências que os sujeitos vivem ao longo de sua existência, é a primeira forma de identificação, pois logo ao nascer somos identificados através da corporalidade, como homens e mulheres. E é justamente ele a base do espetáculo que a Cia de Artes Anhanguera-Uniderp (são nove bailarinos) apresenta hoje e amanhã, no Teatro Aracy Balabanian, às 20h30min, intitulado “Corpografia brasileira”.
“Trata-se de um espetáculo que mistura dança e teatro e que mostra como o corpo escreve toda esta história brasileira que passa pelo amor, pela religiosidade, pela mistura de raças”, explica a professora Maria Helena Pettengill Fernandes, coordenadora e diretora artística ao lado de Sônia Ruas Rolon. Elas também contam com a participação da coreógrafa convidada Christiane Araújo.
Segundo Maria Helena, quatro grandes temas são abordados durante o espetáculo: formação, amor, religiosidade e povo. “A experiência de cada bailarino foi transformada em dança/teatro; depois, abordamos o amor sensível, o imaginário, o amor perdido, entre outros; a religiosidade aponta para os cultos afro-brasileiros e experimentações em vídeo-dança utilizando elementos do Círio de Nazaré. E, por último, o povo e suas ações cotidianas, como brincar, correr, rezar, amar, finalizando com aquele bom humor próprio do brasileiro”.
Os ingressos serão disponibilizados uma hora antes da apresentação e terão o valor de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).