O espaço no qual o escritor e professor da Universidade da Grande Dourados (UFGD) Renato Suttana, 45 anos, cria novos textos – poesia, ensaios, contos, crônicas – está abarrotado de antigas produções. Ele não chega ao número exato de quantas obras produziu. Acha que tem perto de 40 prontas para publicação.
O controle de qualidade é estabelecido pela passagem do tempo. Escreve e engaveta, retornando aos originais somente depois de algum tempo. Ao observar que o conteúdo sobreviveu às observações mais críticas das novas leituras, considera-o pronto para o conhecimento de público mais amplo. Foi isso o que aconteceu, por exemplo, com o livro que está lançando, “Outros bichos”.
Originalmente escrito em 2008, somente agora ganha edição. A obra prossegue a ideia iniciada em 2005 com o livro “Bichos”, quando os animais e insetos inspiraram pequenos poemas, tendo como guia as buscas pela síntese e a surpresa na finalização de cada texto. “Deixo os livros na gaveta. É o meu teste de qualidade. Quando releio sempre acho que preciso cortar, mexer, trocar coisas. O processo é constante. Caso não ache necessário tantas alterações, o trabalho pode estar pronto”, explica o escritor.
Confira a matéria completa no Caderno B do jornal Correio do Estado