Em atividade desde 1976, o Iron Maiden, maior nome do heavy metal britânico, pode encerrar suas atividades muito em breve. Em entrevista ao site The Quietus, o baixista e líder do sexteto afirmou que não sabe se a banda estará na estrada daqui a dez anos, pois as longas turnês estão se tornando cada vez mais estafantes para ele e seus colegas de palco, todos com mais de 50 anos de idade.
"Realmente não sei se estaremos na ativa em dez anos, mas tenho certeza de que temos mais cinco anos juntos. É difícil de dizer", afirmou o baixista de 56 anos, principal compositor da banda que possui em seu currículo clássicos eternos do metal como The Number of the Beast e Rise of the Ancient Mariner. "À medida em que você vai envelhecendo, fica duas vezes mais difícil se manter magro e em forma. Nós trabalhamos duro para isso, é importante para nós. Mas tem ficado cada vez mais difícil."
Harris, que afirmou manter o físico - o músico costuma passar as duas horas de cada apresentação correndo de um lado para o outro do palco, a exemplo de seus colegas - praticando tênis, afirmou, no entanto, ainda ter alguns objetivos em sua carreira com o Iron Maiden. "Adoraria ir à China, para onde, até hoje, não nos deixaram ir ou, se deixaram, não foi da forma como gostaríamos. Eles (os censores) quiseram conferir antes nossas letras e ficaram preocupados com o Eddie (o monstro que, desde o início, é o mascote da banda). Naturalmente, adoraria ir para lá de qualquer jeito, mesmo como turista, mas amaria se nos pagassem para fazer uma turnê por lá. Vamos ver."
O músico lançou recentemente seu primeiro trabalho completo sem o Iron Maiden, batizado de British Lion. "Adoraria tocar esse disco ao vivo, mas acho que, antes, devemos esperar para ver a reação das pessoas em relação a ele. Adoraria começar tocando em alguns pequenos clubes em cidades-chave da Europa para ver como nos saímos. Obviamente isso seria estranho, pois há tempos não nos apresentamos em locais menores", afirmou.