Durante anos, as marchinhas reinaram absolutas no salões e nas ruas. Depois, com algumas mudanças comportamentais, entraram em um período de ostracismo, alavancada pela falta de novas produções.
Parecia ser seu fim, já que uma de suas marcas era a atualização temáticas. As letras traziam cenas, pontos de vista, sátiras sobre a realidade do período em que eram feitas. Nos últimos anos, porém, um novo renascimento do gênero se configurou na ordem do dia. Novas produções apareceram e começaram a ganhar os foliões por meio das redes socias e até das emissoras de televisão.
Por incrível que possa parecer para muitos, Campo Grande já produzia marchas carnavalescas no começo do século 20. A cidade nem tinha uma estrutura urbana definida, muito menos, cultural, mas alguns foliões importavam modismos dos grandes centros e compunham músicas que não deixavam de observar, com humor e ironia, as mazelas locais.
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