O escritor espanhol José Luis Sampedro morreu ontem aos 96 anos, em Madri, informaram hoje fontes próximas à família. Por expresso desejo do autor, a notícia da sua morte não foi divulgada até hoje, pois ele desejava "ir de forma simples e sem publicidade", disse a viúva Olga Lucas, com quem se havia casado em 2003.
O corpo do escritor foi cremado na manhã de ontem no cemitério de La Almudena, em Madri, apenas na presença da família e de amigos próximos. Com a morte de Sampedro, apaga-se a voz de uma referência moral da Espanha da última metade do século 20. Recentemente, o escritor tinha se unido ao movimento dos indignados, originado do pensamento do franco-alemão Stéphane Hessel.
Sampedro tinha recentemente escrito o prólogo do livro de Hessel, morto em fevereiro.
A concepção humanista de Sampedro foi o combustível de sua obra, como demonstram títulos como "El Río que nos Lleva", "La Sombra de los Días" e "El Mercado y la Globalización".
José Luis Sampedro recebeu em 2011 o Prêmio Nacional de Letras, outorgado pelo Ministério da Cultura espanhol, em reconhecimento pela sua trajetória literária e considerado o mais prestigioso das letras espanholas depois do Cervantes.