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Radialista Juca Ganso: uma voz que marcou várias gerações

Radialista Juca Ganso: uma voz que marcou várias gerações

Redação

09/07/2013 - 07h15
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“Quem ouvir, favor avisar”. Contudo, desta vez, a notícia não traz muita alegria. Carlos Rámon Achucarro, o Juca Ganso, um dos nomes mais importantes da história do rádio de Mato Grosso do Sul, morreu ontem, aos 83 anos. Por volta das 13h, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória de causas ainda desconhecidas. Assim se calou uma das vozes mais queridas dos últimos 50 anos.

 O apelido, tão antigo quanto sua carreira, ganhou fama nos anos em que o apresentador esteve à frente de “Hora do Fazendeiro”, na rádio Educação Rural. Durante mais de 20 anos, Juca levou informação e música aos moradores do campo. Mas foi na Cultura AM que tudo começou, graças à “imposição” de Nasrala Siufi, o Nassura, que era proprietário na emissora.
“Isso foi lá pelos primeiros anos da década de 1960. Ele percebeu que o Carlos levava jeito, disse que ele apresentaria o programa e já inventou o apelido”, afirma Heitor Freire, coautor do livro “Rádio:

A voz da história sul-mato-grossense”. Com raciocínio rápido e jeito inusitado de se comunicar, Juca Ganso conquistou gerações depois de iniciar sua carreira.
Segundo Heitor, sem telefone, a rádio cumpria um papel fundamental. Foi assim que a loja Casa do Fazendeiro decidiu aproveitar o espaço na Rural Educativa para criar um programa em que clientes pudessem fazer anúncios. Assim, a frase “quem ouvir, favor avisar” se tornou slogan e até hoje é lembrada como uma das marcas da história do Estado.

A popularidade de “Hora do Fazendeiro” foi tamanha, que em meados da década de 1970 a fila para anunciar no programa era de mais de um ano. De jeito simples e direto, o programa inaugurou uma nova maneira de se comunicar com os ouvintes. “Dona Jerusa, da Fazenda Graúna, avisa que saiu do hospital e vai descer do ônibus na terça-feira, ao meio dia, na Pontinha do Cocho. Quem ouvir, favor avisar” era o tipo de anúncio que rapidamente resolvia qualquer problema. Intercalando, canções sertanejas de raiz, as preferidas do radialista. Para ele, aquele era “o melhor programa de utilidade pública do Centro-Oeste.”

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