Estudo avalia certificações técnicas para biocombustíveis destinados à aviação e especialistas dizem que falta para o segmento um certificado de sustentabilidade, que leve em consideração aspectos como o bom uso da terra, a conservação da biodiversidade e o cumprimento das legislações trabalhista e ambiental.
Já existem biocombustíveis produzidos a partir de diferentes biomassas que podem substituir o querosene usado na aviação. Muitos já têm certificação técnica e são usados em voos de demonstração e até mesmo comerciais. Mas nenhum é comercializado em grande escala e, por isso, ainda dispensa a certificação de sustentabilidade.
Realizado pelo Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), o estudo comparou as principais certificações globais para biocombustíveis existentes atualmente com o objetivo de identificar gargalos para sua implementação no Brasil, país referência mundial em biocombustíveis e com uma série de iniciativas para a produção de combustíveis "verdes" para aviação.
Financiado pela Boeing, Embraer e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o estudo analisou as certificações Bonsucro, Roundtable on Sustainable Biofuels (RBS) e International Sustainability & Carbon Certification (ISCC), de acordo com reportagem da Agência Fapesp.