“Todo mundo mente, todos os dias”, diz a jovem Ravana da Graça Almeida, 18 anos, estudante de Administração. No Dia da Mentira, os campo-grandenses aparentemente decidiram falar a verdade. Nas ruas centrais da Capital, ninguém negava que mentir faz parte da rotina. “Eu minto, geralmente, para me livrar de situações”, confirma outra entrevistada, a administradora Cristiane Pagane, 38 anos. “Na verdade, eu acabei de mentir para você, quando falei antes que estava com pressa, porque eu não queria dar essa entrevista”, confessa, rindo, logo em seguida.
“Não tem como viver dizendo só verdades. É necessário mentir ou omitir, até para proteger outras pessoas’, reflete Ravana, admitindo que não está imune às chamadas “mentiras inofensivas” ou “mentiras do bem”.
Para o sociólogo Paulo Cabral, a sociedade costumava tratar o Dia da Mentira de forma diferente.
“Na minha infância, há muito tempo, o folclore do primeiro de abril era muito praticado. Eu ficava ansioso para chegar o dia e pregar uma mentira. Se a pessoa caía, era muito divertido”, relata.
A reportagem, de Eduardo Fregatto, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.