Os alemães Henrik Stoewenau e Stefanie Toeroek realizam intercâmbio social em Campo Grande e estão trabalhando na área administrativa de duas ONGs na Capital - na Associação de Apoio às Crianças com Câncer (AACC) e na Associação de Amparo a Família Projeto +1. O programa de intercâmbio é oferecido pela AIESEC e os intercambista desse projeto fazem uma análise administrativa e financeira da organização, prestando serviços de consultoria.
Henrik conta que estava procurando por algum trabalho no setor financeiro, pois acabou de terminar a faculdade de Engenharia Financeira na Alemanha e queria começar a exercer na área. Por ser recém-formado, ele achou melhor fazer um trabalho social antes de ingressar no mercado de trabalho, e viu a solução no intercâmbio social oferecido pela AIESEC.
Para ele, ajudar as pessoas sem visar um retorno financeiro ou material é um sensação gratificante e a experiência de trabalhar voluntariamente permitiu que ele tivesse esse sentimento. “O que eu aprendi é que o trabalho voluntário não é só dar, mas você também recebe algo em troca, porque o sentimento de ajudar te dá muito autossatisfação e você também conhece muitas pessoas.”
O coordenador financeiro da AACC, André Machado, diz que a oportunidade de ter um estrangeiro trabalhando com eles é uma oportunidade de vender a imagem da instituição em outros países e afirma que a experiência também é enriquecedora para o intercambista, que está conhecendo uma realidade e uma cultura completamente diferente.
Stefanie, que está trabalhando no Projeto +1 afirma que escolheu trabalhar com o projeto de gestão porque estudou administração e, assim como Henrik, queria ter uma experiência dentro da sua área de atuação. Ela conta que a melhor parte do seu trabalho são as pessoas que ela conheceu no Brasil, que sempre foi a sua primeira opção de destino quando decidiu viajar.
De acordo com Stefanie em todas a viagens que ela fez antes do intercâmbio social ela era apenas uma turista e agora é tudo diferente, porque ela está morando e trabalhando com pessoas brasileiras, o que faz com ela realmente compreenda a cultura do país.
A secretária do projeto +1, Aline Ramos Buscarons, conta que a Stefanie veio completamente disposta à aprender e trabalhar, sendo sempre proativa e eficiente. Para ela o intercambio social tem benefícios para ambos os lados, principalmente na troca cultural.
A AIESEC é reconhecida pela UNESCO como a maior organização não governamental do mundo que é gerida somente por jovens, que desenvolve liderança responsável e empreendedora por meio de intercâmbios realizados nos mais de 125 países e territórios onde está presente.
O Diretor de Intercâmbios Sociais para Organizações da AIESEC, Caio Lino, afirma que atualmente o mercado de trabalho é muito exigente e é necessário que as pessoas tenham um diferencial no currículo para conseguir um bom emprego, e que uma das oportunidades visadas pelos empresários e empreendedores é o trabalho social, que além de ajudar na carreira também é uma maneira excepcional de se desenvolver pessoalmente. “A AIESEC é uma das poucas organizações que oferece esse autodesenvolvimento junto com a oportunidade de ajudar as outras pessoas, ou seja o mundo”, diz.
A Missão da AIESEC é possibilitar o desenvolvimento pessoal e profissional de jovens estudantes para impactar a sociedade através dos programas de intercâmbio e liderança. Podem participar dos programas jovens de 18 à 30 anos, que estejam matriculados em uma instituição de ensino superior e que tenham um nível de inglês ou espanhol intermediário.
As inscrições podem ser realizadas no site: www.aiesec.org.br/inscricao/