Correio B

Praça da Bolívia

Com missa e apresentações artísticas, evento lembra independência da Bolívia

Objetivo é reunir a comunidade imigrante, proporcionando um retorno às origens

Redação

08/08/2015 - 15h49

A edição de agosto da Praça Bolívia, que será realizada no próximo domingo (9), comemora 10 anos da independência do país vizinho. Especialmente neste mês, a abertura será feita com uma missa campal, aberta a toda a comunidade campo-grandense.

Na sequência serão entoados os hinos brasileiro e boliviano diante das bandeiras das duas nações latino‐americanas. O objetivo é reunir a comunidade imigrante, proporcionando um retorno às origens.
 
Como não poderia deixar de ser, a mescla cultural característica da Praça Bolívia estará marcada com as barracas de saltenhas, de arroz de carreteiro e artesanatos tanto nacionais como do país vizinho. Essa integração prossegue nas apresentações artísticas, que contarão com a presença da Orquestra de Violeiros de Três Lagoa; Grupo Pantaneiro de Cultura Sul‐ Mato‐Grossense; grupo Masis Brasil de música andina e Grupo T’ikay de folclore boliviano.

A palavra T’ikay foi retirada do quéchua, uma das várias línguas faladas na Bolívia além do castellano, e significa “florescer”. O verbete foi escolhido como nome do único grupo de danças típicas do país vizinho em Campo Grande por representar a beleza da linguagem artística por meio da dança, sua riqueza e diversidade.
 
Formado em 2009, inicialmente concentrou famílias de jovens descendentes e imigrantes da nação boliviana e hoje agrega também brasileiros amantes da cultura. Há seis anos, assumiu a organização da Praça Bolívia.
 
Em 2013 passou a fazer parte do Projeção Multicultural, projeto realizado no intuito de agregar diversos grupos folclóricos para suprir a carência de material humano e manter, por meio das danças, trajes, lendas e costumes, o folclore gaúcho, sul‐mato‐grossense, português e, claro, o boliviano.
 
O Grupo T’ikay reúne, em seu repertório, danças de todas as regiões bolivianas. Cada dança tem sua história e sua indumentária. As representações que enverga têm as mais diversas procedências e datadas dos séculos XVIII e XIX, como o tinku, cuja coreografia mostra um cerimonial pré‐hispânico de comunidades altiplanas.
 
SERVIÇO

O evento é realizado sempre no segundo domingo de cada mês das 9h às 14h. A praça fica no quadrante compreendido pela Rua das Garças, Barão da Torre, Dias Ferreira e Aníbal de Mendonça, no bairro Santa Fé. 

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