Correio B

Folia no país

Bloco de Brasília critica Lei do Silêncio imposta neste Carnaval

Secretaria de Cultura do Governo determinou que blocos podem ir até 22h00

Redação

31/01/2016 - 12h45

Pelo menos três blocos ocupam as ruas de Brasília hoje (31), animando o pré-carnaval da capital do país que vem ganhando força nos últimos anos, com uma extensa programação para quem já entrou no clima de folia.

Inspirado na cultura carnavalesca da Paraíba e de Pernambuco, o Cafuçu do Cerrado se concentra a partir da 14h00 (13h00 de Mato Grosso do Sul) no Setor Bancário Norte, prometendo um repertório de marchinhas, frevo e muito brega.

No Eixo Monumental, próximo à Funarte, o Bloco Libre, formado pelo coletivo de artistas e músicos da Orquestra Fanfarraráônica de Música Libre, começa os trabalhos a partir das 14h00 (13h00 de Mato Grosso do Sul). A agremiação seguirá em cortejo até a Torre de TV ao som do maracatu Tamnoá Tambores. Este ano, o bloco tem como país homenageado a Suíça.   

Às 16h00 (15h00 de Mato Grosso do Sul), o Falta Pouco leva seu repertório musical eclético à Praça dos Prazeres, na Super Quadra 201 Norte, tradicional ponto de concentração da folia em Brasília.

Para marcar seus cinco anos de existência, o bloco compôs para este carnaval um frevo crítico à Lei do Silêncio, que tem causado polêmica entre moradores, artistas e produtores culturais da cidade.

"A quadra anda tão vazia! Meu bloco ainda quer brincar. Falta Pouco mais de alegria, falta muito para nos calar. O silêncio traz melancolia. Eu prefiro ser um folião. Quem tem sono dorme na avenida. Eu te nino com meu violão", diz um trecho da letra.

Embora a folia tenha sido liberada na região central de Brasília, a Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal afirmou, em janeiro, que os blocos que ocorrem nas quadras da cidade terão que terminar às 22h00 (21h00 em Mato Grosso do Sul), em obediência à Lei do Silêncio.

A norma, vigente desde 2008, determina que o barulho em área residencial próxima a comércio não pode exceder os 55 decibéis durante o dia e 50 decibéis durante a noite. Os críticos afirmam que tais medições são impraticáveis, por serem baixas demais, e defendem a alteração da lei.

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