Correio B

CORREIO B

Associação inicia projeto de inserção social de autistas

Associação inicia projeto de inserção social de autistas

Redação

30/03/2016 - 15h48

Laurenice Rodrigues Pagot, Ana Cacilda Rolim e Myrian Prado Borges. Três mulheres que, em comum, têm o fato de serem mães de pessoas autistas. Cada uma com sua trajetória, elas se aproximaram por meio da Associação dos Pais e Amigos do Autista (AMA) – que inaugura no sábado, às 9h, sua sede própria, localizada na Avenida Bandeirantes, 215. 

A organização presta assistência a crianças e jovens autistas, atendendo atualmente cerca de 90 pessoas. Além disso, há o acompanhamento familiar, que é fundamental nesses casos. Para possibilitar uma melhor inserção social dos autistas atendidos, a AMA investe agora em novo campo de ação, o emprego apoiado. 

“É uma metodologia que tem sido aplicada em outras regiões. Com ela, podemos otimizar o desenvolvimento profissional das nossas crianças”, explica Ana, que integra a Frente do Emprego Apoiado. A proposta é simples: compreender as características de cada jovem autista e buscar vagas nas quais ele possa praticá-las. “As pessoas com a síndrome enfrentam muitas dificuldades, mas têm aptidões”, pontua.

O projeto começará a ser realizado, de maneira experimental, em um grupo responsável por uma cadeia de drogarias na Capital. A proprietária, Myrian, é mãe de uma criança autista. “Eu apostei no projeto por um motivo bem pessoal. Hoje, não existe iniciativa pública que inclua essa mão de obra, por isso resolvemos testar isso aqui”, comenta. Segundo ela, sua empresa se encaixa na Lei de Contratação de Deficientes nas Empresas. “Mas vamos abrir mais vagas. Agora, estamos mapeando as áreas e as habilidades de cada jovem”, explica.

Considera-se que existem cerca de 25 mil autistas no Estado de MS. “Por características da síndrome, o jovem autista precisa de atenção especial em qualquer ambiente, inclusive no laboral. É isso que queremos oferecer com as ações de emprego apoiado”, comenta Ana. 

O emprego apoiado propõe o treinamento no local de trabalho e a disponibilização de apoio como a melhor forma de possibilitar que as pessoas com deficiência intelectual sejam inseridas em atividades produtivas. “Ambientes exclusivos podem se tornar mais inclusivos dessa maneira”, comenta.

MÃES EM AÇÃO

Como foi dito, Ana, Myrian e Laurenice são mães de crianças e jovens autistas. Como pontua Laurenice, atual presidente da AMA, “cada pessoa autista é única.” Da mesma maneira, a experiência de cada mãe não tem igual. Segundo ela, a aproximação com a causa se deu por ter um filho diagnosticado com o transtorno. Hoje, o adolescente tem 17 anos. O diagnóstico aconteceu por volta de dois.

 “Ele não respondia quando chamávamos. Imaginei que fosse surdez, mas percebi que a televisão chamava sua atenção. Depois de algum tempo, veio o diagnóstico”, explica. Laurenice é mãe de outros três filhos. Na época, o mais novo, que foi diagnosticado como portador do problema, não contou com o apoio de uma associação como a AMA. “Ele não aprendeu a ler ou a escrever, mas é bastante ligado em videogames e computadores”, conta.
 

Myrian passou por uma situação semelhante. O filho não respondia aos chamados e, até os dois anos, não havia desenvolvido a fala. “Foi um diagnóstico difícil. Nem todo mundo compreendia as características do autismo naquela época”, conta. No início, a suspeita era de que poderia haver algum problema auditivo. Contudo, em razão de uma emergência pediátrica, o médico sugeriu que a família procurasse um neurologista.

Atualmente, a criança tem sete anos. “Nossa rotina se voltou para as terapias. Hoje, ele consegue se comunicar e se socializar. Ele precisa ser estimulado, provocado a participar”, comenta a mãe. Segundo ela, na escola, o menino precisa de acompanhamento especializado. “Os comandos da professora podem ser vagos para ele. É preciso de alguém próximo que lhe ajude a ter foco”, comenta.

No caso de Ana, o filho autista tem ouvido absoluto. “Com três anos, ele cantava o hino nacional inteiro. É um interesse pela música que não tem muita explicação”, comenta. Ela destaca que comportamento restrito é uma das características dos transtornos do espectro autista (TEA).

Autocuidado

Especialistas apontam barreiras que alguns homens enfrentam quando o assunto é a saúde pessoal

Mês classificado como Novembro Azul retoma a pauta da saúde masculina e especialistas evidenciam barreiras ligadas ao aspecto geracional, ao estigma do medo de demonstrar fraqueza e, em alguns casos, à dificuldade de acesso imposta pela tecnologia

05/11/2026 09h30

Nunca é tarde para educar indivíduos quanto à compreensão pessoal e aos cuidados necessários com o próprio corpo

Nunca é tarde para educar indivíduos quanto à compreensão pessoal e aos cuidados necessários com o próprio corpo Reprodução

Continue Lendo...

Diálogo

Prefeitos de Mato Grosso do Sul rasgaram o verbo para demonstrar toda a ira após... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (5)

05/11/2026 00h02

Prefeitos de Mato Grosso do Sul rasgaram o verbo para demonstrar toda a ira após... Leia na coluna de hoje

Prefeitos de Mato Grosso do Sul rasgaram o verbo para demonstrar toda a ira após... Leia na coluna de hoje Foto: Arquivo

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).