Iniciativa inédita, hoje começa uma Mostra de Sci-Fi no Museu da Imagem e do Som (MIS), em Campo Grande. Serão cinco dias com exibição de importantes filmes da produção de ficção científica. O evento tem apoio da Subcultura Records, Editora Alpeh e Livaria Leparole, porém a ideia partiu do funcionário público Daniel Rockenbach. Apaixonado por ficção científica, Daniel tem um blog sobre o assunto, o “Sentinela Positrônica”, e também coordena em Campo Grande o clube de leitura Vórtice Fantástico, voltado para obras de sci-fi.
Ao ver mostras de cinema italiano, francês e de outros países acontecendo no MIS, o funcionário público sentiu vontade de promover uma exposição diferente, destacando um gênero ao invés de uma nacionalidade. “Como eu já tenho até um blog sobre ficção científica, pensei em levar o estilo para o projeto”, explica. Ele firmou parceria com o museu e com um amigo, Pietro Luigi, proprietário da Subcultura Records, outro conhecedor das obras sci-fi. Juntos, idealizaram a mostra, que apresentará cinco filmes representativos do estilo.
SEM RESTRIÇÃO
Presente na televisão, cinema e literatura, a ficção científica vem encantando plateias e batendo recordes de audiência e bilheteria há décadas. Sagas como “Planeta dos Macacos” e “Star Wars”, iniciadas nas décadas 1960 e 1970, e que até hoje continuam rendendo continuações e lucros, são prova da estabilidade do gênero.
Para Daniel, o estilo é abraçado pelo público por ser versátil. “É um gênero muito amplo, que não se limita, não se restringe”, analisa. “O sci-fi pode flertar com todos outros temas. Eu posso fazer um terror de ficção científica ou um romance, ou um suspense”, exemplifica.
A paixão de Daniel pelo gênero começou desde a infância. Mas foi a partir do clássico “2001: Uma Ódisseia no Espaço”, que ele realmente tomou gosto e aprofundou seus conhecimentos no estilo. “Eu via o filme, achava lindo, mas não entendia completamente. Descobri que tinha o livro, e fui atrás”, recorda.
ATIVIDADES
Para Pietro, o interesse pelo universo ficção e ciência veio a partir de leitura de gibis e, posteriormente, filmes. “Esse mundo de fantasia se abriu para mim e passei a buscar mais conhecimento sobre o tema”, diz.
Assim como no caso de Daniel, a paixão tornou-se mais que um passatempo e Pietro já realizou vários projetos envolvendo obras de ficção científica. “Mostras de filmes, participações em bate papos sobre o tema e até ideias para alguns contos curtos que escrevi”, conta.
FASCÍNIO
Para a estudante de Letras Adriane Benevides, 33 anos, o encantamento da ficção científica se deve a criatividade do gênero. “É algo que não faz parte do nosso cotidiano e que nos estimula a pensar de uma forma diferente”, descreve.
Adriane cresceu assistindo aos episódios da série “Jornada das Estrelas”. Depois, conheceu a saga do cinema “Star Wars”, até finalmente encontrar seus autores literário favoritos, como Isaac Asimov e Arthur C. Clarke.
Hoje, após tantos anos acompanhando as obras de sci-fi, Adriane relata seu prazer quando vê a imaginação dos escritores tornarem-se realidade. “Eles escrevem imaginando um futuro melhor e, com o passar dos anos, as tecnologias vão alcançando”, afirma. “Quando você se dá conta, aquela ideia fictícia acontece, como hoje temos os telefones celulares. Antes a gente só via isso na imaginação do escritor. É fascinante”, conclui.