Responsável por canto melodioso e letras que buscam refletir o momento atual, a cantora e compositora Marina Peralta, 23 anos, tem obtido recepção positiva da sua proposta sonora e poética.
Uma das provas desse sucesso foi o patrocínio do seu primeiro álbum, “Agradece”, que será lançado no domingo, às 17h, na Concha Acústica Helena Meirelles – Parque das Nações Indígenas.
“Conseguimos produzi-lo por meio de financiamento das pessoas que curtem o meu trabalho, foi um conquista coletiva”, explica Marina. O termo “coletivo” aparece várias vezes durante a entrevista. Ela considera seu trabalho um resultado do “acúmulo coletivo transformado em música”.
Isso pode ser percebido, inclusive, nos temas de suas letras, que buscam refletir sobre o cotidiano por meio da valorização das lutas sociais, incluindo a valorização das mulheres e dos ideais humanistas.
“Sempre falo que as letras refletem o mundo de quem as escreve, destacando um momento histórico. Nesse aspecto, o que escrevo ressalta elementos do que vejo, vivenciei, e dos coletivos que participei”, enfatiza Marina.
REUNIÃO
O repertório do CD reúne 12 faixas; as mais antigas foram feitas há três anos, e a mais recente, em janeiro de 2015. Se as letras apontam para um ativismos social claro e objetivo, sonoramente a produção da artista não procura definição única. “As músicas não se fixam em um único estilo, mesmo tendo o reggae como um ponto forte. Podem ser citados, ainda, o samba e o rap como influências. É legal, por exemplo, em uma faixa, reunir guitarrista de rock e um trombonista que se dedica ao reggae. Isso estabelece novos sons ”, aposta.
Marina acredita que a cena musical sul-mato-grossense sempre apresenta movimentação intensa, com vários talentos, mas tem dificuldade em ampliar seu público por falta de recursos.
“Tem muita gente talentosa. Esse é o caso do hip-hop, há meninos e meninas escrevendo muito bem, mas sem acesso a uma estrutura que possibilite maior divulgação do que produzem”, afirma.
Atualmente, Marina planeja levar seu trabalho para outros pontos do País. A empreitada iniciou-se com apresentações em São Paulo, Brasília e Minas Gerais. “Foram experiências bem agradáveis, tivemos boa receptividade do nosso trabalho”, destaca.