Correio B

CORREIO B

Santuário do Perpétuo Socorro celebra 75 anos em Campo Grande

Santuário do Perpétuo Socorro <br>celebra 75 anos em Campo Grande

Redação

01/08/2016 - 15h05

A arquitetura conta histórias. No Bairro Amambaí, antes mesmo de haver Avenida Afonso Pena, o bispo de Corumbá, dom Vicente Priante, fundou a Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em 1939, que ficaria sob os cuidados da Congregação do Santíssimo Redentor dos Missionários Redentoristas. No entanto, o prédio que se tornaria um marco arquitetônico da cidade só seria finalizado dois anos depois. Em 3 de agosto de 1941, a igreja foi inaugurada.

Passados 75 anos, a igreja tem muitos motivos a comemorar. Além do prédio ter se tornado um marco histórico da cidade – é a construção católica mais antiga em Campo Grande –, a congregação reúne um grande número de membros. “Quando demoliram antigo prédio da Catedral de Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio para a construção do novo, passamos a ser o prédio mais antigo”, pontua o padre Dirson Gonçalves, reitor da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Como ele explica, nas quartas-feiras, um público de cerca de 25 mil pessoas passa pelo espaço. “É a quarta-feira das novenas. A igreja abre às 6h e fecha às 23h. Durante todo esse período, são milhares de pessoas que passam por aqui”, afirma. Segundo ele, isso fez com que a igreja se tornasse uma referência entre os católicos de Mato Grosso do Sul e, hoje, recebe o título de santuário. No dia 10 de janeiro de 1999, o então arcebispo de Campo Grande, dom Vitório Pavanello, publicou o decreto de elevação da igreja a Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, motivado pelas tradicionais novenas.

Para comemorar as sete décadas e meia da igreja, o santuário realizará uma série de atividades. Serão sete dias de festa, com agenda religiosa e social, que inclui o casamento comunitário de 41 casais no dia 6 de agosto, às 20h30min, com direito a bolo especial para a comemoração.

HISTÓRIA

Como ressalta o padre Dirson, quando se providenciou o terreno para a construção da igreja, não havia nada na região, além dos quartéis e da vila militar que ainda se encontram nas imediações. “Em certa medida, o bairro começou a existir em torno da igreja”, aponta. Segundo ele, isso marcou a arquitetura do local. A fachada da igreja não aponta para o cruzamento da Rua Alexandre Faráh com a Avenida Afonso Pena. “O traçado das ruas era diferente, a Afonso Pena mal chegava à região”, comenta.

Os projetos originais da igreja e da residência dos redentoristas, que se encontra no local, nasceram juntos. Ambos são datados de 9 de novembro de 1939 e têm Joaquim Teodoro de Faria como responsável técnico, como aponta o documento do processo de tombamento do santuário como patrimônio histórico e cultural do município. “Muitos documentos da época estão desaparecidos. Acreditamos que tenham sido levados pela missão de norte-americanos que cuidou dos trâmites à época. Por isso, não sabemos quem foi o arquiteto responsável pelo projeto”, comenta.

Embora não se saiba quem projetou, sabe-se que as cores e as formas ressaltam a inspiração arquitetônica da igreja com a Basílica de Santo Apolinário em Classe, localizada em Ravena, na Itália. De acordo com o arquiteto Rubens da Costa Marques, estudioso e pesquisador, o santuário tem influência das primeiras construções cristãs. “A igreja possui características de uma fase de transição do ecletismo para o historicismo, que buscava reviver a arquitetura do passado”, conta. O arquiteto destaca que a cor avermelhada do prédio tem origem no material utilizado para a alvenaria. O brilho presente na edificação se deve à utilização de pó de mica, um dos três componentes do granito. “Com certeza, a igreja influenciou o urbanismo e a ocupação territorial da região. A Avenida Afonso Pena ainda não tinha o prolongamento até a região. As ruas principais eram em torno da Cabeça de Boi. A construção do santuário foi fator importante no arruamento da região”, garante o arquiteto Rubens Marques.

representando ms

Idealizador do 'Tereré e Quadrinhos' vai pela 4.ª vez à FIQ em BH

Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, um dos principais palcos para os produtores desse formato de histórias que buscam catapultar projetos

04/11/2026 10h07

correio b terere

correio b terere Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de BH / Acervo Pessoal

Continue Lendo...

DIÁLOGO

A reeleição de Lula para mais quatro anos de mandato jogou um balde de... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (4)

04/11/2026 00h02

8603c51d 751d 4b37 89cb fe2c5ad0fc99 13_2

8603c51d 751d 4b37 89cb fe2c5ad0fc99 13_2

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).