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Procurador narra trama policial em seu primeiro livro

Procurador narra trama policial <br>em seu primeiro livro

Redação

05/09/2016 - 15h21

No ambiente cosmopolita do Aeroporto de Amsterdã-Schiphol, um encontro é o ponto de partida de uma trama internacional que mistura eventos policialescos e um romance entre um alto executivo já em sua crise de meia idade e uma jovem diretora de marketing, noiva de um homem ligado à máfia italiana. Estes são Roberto Moretti, Giovanna Montesi e Pietro Agnello, que junto a Rachel Luzac, fecham o quarteto que protagoniza “Um Encontro em Amsterdã”, de Mauri Ricciotti.

A trama dá o tom do primeiro livro do procurador de justiça, um projeto concretizado depois de mais de uma década de planejamento. “Quero escrever um livro há mais de 15 anos. Comecei um primeiro, mas decidi ler sobre como se prepara um romance”, explica Mauri. Assim, ele se dedicou a leitura de obras que tratassem da escrita e chegou a uma conclusão. “Eu precisava concretizar a história, realizar pesquisas, estabelecer quem eram os personagens. Depois de tudo isso, me dediquei a escrever”. Quatro meses depois, a obra estava finalizada.

No entanto, entre o último ponto final e a publicação, quase um ano passou. “Tivemos que ajustar os detalhes, revisar o material e resolver questões da publicação”, conta. O livro saiu do forno em dezembro, quando Mauri passou a distribuí-lo a amigos. Em meados de agosto, ele lançou a obra na Bienal do Livro de São Paulo, a convite da Editora Scortecci. Segundo o escritor, a obra está quase esgotada, mas ainda é possível comprar um exemplar pela loja virtual da Livraria Cultura.

“Daqui três meses, devemos lançar uma segunda edição”, comenta. A primeira crítica que o livro recebeu, conta Mauri, foi de sua esposa. “Precisava de uma opinião externa à minha, que pudesse julgar. Confio na honestidade dela”, conta. Depois de ler, ela afirmou que o livro era bom e, assim, começou o trabalho para que a publicação fosse feita. Com o livro pronto, Mauri entregou-o a amigos próximos. Um dos que o receberam foi o escritor e secretário-geral da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), Rubenio Marcelo, que assina uma crítica sobre a obra.

Nas palavras de Rubenio,  a obra “prende, certamente, até o mais distraído leitor, com a dinâmica relação causal dos acontecimentos e a envolvente concatenação da narrativa”. O escritor garante que a obra propicia um encontro com a emoção e “também nos mostra lições fecundas de humanização. O amor e, consequentemente, a felicidade, quando repartidos com desvelo e virtude, são sentimentos que se aprimoram e são pilares de um lúcido re/começo (o ‘resgate dos valores essenciais do ser’)”, pontua.

“Escrever um romance é tarefa para mentes inquietas”, escreve Mauri Ricciotti, como epígrafe da obra. Para ele, isso é um preceito importante na hora de construir um romance. “Na época em que comecei a escrever, eu trabalhava na Corregedoria Geral e o clima de trabalho era mais intenso”, explica. Com dificuldade para separar a profissão da vida pessoal, Mauri encontrou na literatura uma forma para lidar com o estresse.

“Cheguei em casa um dia e, na sacada do apartamento, produzi dez páginas. Vi que aquilo podia ser uma ferramenta importante e assim, o livro surgiu”, explica. Assim, o autor percebeu que sair da zona de conforto era um elemento essencial ao ofício de escrever. “A inspiração nasce quando da inquietude da alma”, conta. Dessa maneira, a frase que abre o livro ganha ar de conselho a quem deseja trilhar os caminhos da literatura.

Mas além de uma mente inquieta, é necessário mais para se tornar um escritor. Segundo Mauri, a leitura é um dos elementos principais para a produção textual. “Quem muito lê, escreve melhor”, afirma. Entre as referências, ele cita desde best-sellers como Dan Brown e Sidney Sheldon, nomes que ficcionalizam tramas policialescas. Mas também há espaço para escritores brasileiros como Nelson Rodrigues e clássicos contemporâneos como Mario Vargas Llosa.

Sobre os dados biográficos, Mauri Valentim Ricciotti é natural de Itapira, São Paulo. Há mais de 30 anos mudou-se para Mato Grosso do Sul, onde atuou como advogado, defensor público e, atualmente, exerce a função de procurador de justiça. Também deu aulas como professor de direito em universidades. Embora a literatura seja quase uma novidade, o autor já tinha afinidade com as letras, assinando artigos em veículos de MS.

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