Correio B

CORREIO B

Cura natural é tradição pelas ruas de Campo Grande

Cura natural é tradição pelas <Br>ruas de Campo Grande

Redação

06/09/2016 - 15h14

Dos povos tradicionais às receitas caseiras para curar males, o uso de plantas para o tratamento de doenças data dos primórdios da humanidade. Conhecida como fitoterapia, a prática terapêutica é reconhecida pelo Ministério da Saúde desde 2006. De acordo com o Conselho Brasileiro de Fitoterapia, a área tem crescido em meio às terapias medicinais alternativas.

Uma das figuras centrais desse processo são os raizeiros. Pessoas conhecedoras das propriedades medicinais de plantas e raízes, eles podem ser encontrados pelo centro de Campo Grande ou no Mercado Municipal. Embora não tenham autoridade para receitar as plantas, eles auxiliam os consumidores e afirmam que, geralmente, as pessoas sabem o que querem.

“Eu atendo pessoas que já passaram por médicos ou fizeram pesquisas. Não costumo indicar nada para não ter problemas”, explica Mestre Mato Grosso, capoeirista e raizeiro que comercializa uma infinidade de ervas na Praça Ary Coelho. “Eu não sei quantas eu tenho aqui, mas sei para o que cada uma serve”, afirma. Ele conta que colhe a maior parte das plantas que vende – cerca de 20% são compradas de revendedores.

Sob o sol quente, Mestre Mato Grosso espalha as sacolas com ervas como a camomila, o anis-estrelado, a buchinha, o jatobá, a flor de hibisco, entre outros. A imagem é bonita. Com um pilão, ele prepara misturas na hora, como o fez enquanto a reportagem era realizada. O fotógrafo da equipe do Correio do Estado ganhou uma trouxa com anis, sálvia e boldo-do-chile. “É para o tereré, fica ótimo”, afirmou o raizeiro.

Ele conta que aprendeu a utilidade das ervas com a mãe e colhe boa parte do que vende no sítio da família. “São plantas do Cerrado, algumas mais fáceis de encontrar, outras não. É preciso saber a hora certa de colher”, explica. Ele conta que o uso das ervas tem relação direta com a capoeira. “Conta-se que Zumbi usava plantas para curar homens brancos, que depois eram interrogados por ele”, diz.

O mestre capoeirista é um dos raizeiros tradicionais no centro da Capital, mas não é o único. Basta caminhar um pouco que se encontram outras bancas e carrinhos que comercializam as plantas. No Mercadão Municipal também estão diversos estandes, nos quais é possível encontrar raízes, plantas, flores e frutos que têm objetivo de curar.

Segundo o vendedor Murilo Heidrick, o conhecimento vem de pesquisas feitas na internet e da conversa com quem sabe do assunto. “A gente precisa saber. Tem muito produto que detalha a ação na embalagem, mas outros não. Também há clientes que querem comprar algo, mas não sabem exatamente o quê”, explica.

Ele contabiliza mais de mil tipos de plantas comercializados. “Aqui na banca ficam uns 50 tipos, mas temos muita coisa guardada. Se o cliente pede algo que não temos, geralmente encontramos no depósito”, afirma. Para Murilo, as vendas nunca param. “Temos um público variado. A maioria chega por indicação de algum fitoterapeuta, mas há quem venha depois de pesquisar muito”, explica.

Esse é o caso da auxiliar de serviços Normeide Moreira, 51 anos. Ela conta que é diabética e o uso de medicamentos para controlar a doença crônica causam mal-estar por causa de sonolência em excesso e incômodos estomacais.

“Conversei com meu médico e ele sugeriu que eu tomasse alguns chás”, explica. Entre as indicações, o chá de canela de velho, que ajuda no combate a complicações decorrentes da diabetes, além de artrite, artrose e outras inflamações ligadas às articulações. “Eu prefiro usar as ervas, elas são mais leves. Acredito que as contraindicações sejam menores”, pontua.

Diálogo

Prefeitos de Mato Grosso do Sul rasgaram o verbo para demonstrar toda a ira após... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (5)

05/11/2026 00h02

Prefeitos de Mato Grosso do Sul rasgaram o verbo para demonstrar toda a ira após... Leia na coluna de hoje

Prefeitos de Mato Grosso do Sul rasgaram o verbo para demonstrar toda a ira após... Leia na coluna de hoje Foto: Arquivo

Continue Lendo...

representando ms

Idealizador do 'Tereré e Quadrinhos' vai pela 4.ª vez à FIQ em BH

Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, um dos principais palcos para os produtores desse formato de histórias que buscam catapultar projetos

04/11/2026 10h07

correio b terere

correio b terere Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de BH / Acervo Pessoal

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).