Nos próximos dias, Campo Grande se tornará a Capital das danças urbanas. Com a 9a edição do MS Street Dance Fest, a cidade recebe uma programação intensa voltada para o estilo. Workshops com profissionais de destaque e uma mostra competitiva são os principais atrativos do evento que começa hoje e se encerra no domingo.
Organizado por integrantes do Funk-se e pelo Estúdio SNK, grupo de dança urbana que completou duas décadas neste ano, o evento é um dos principais encontros de street dance da região. “Recebemos um público que vem do interior não só de Mato Grosso do Sul, mas de Mato Grosso e de São Paulo. São grupos e dançarinos que querem aprimorar sua técnica, mas às vezes não têm condição de participar de curso em São Paulo ou Rio de Janeiro”, afirma Edson Clair, diretor do grupo.
Segundo ele, a programação conta com dois momentos. No período vespertino, os integrantes participam dos workshops. Este ano, as aulas serão ministradas por André Rockmaster, que retorna pela oitava vez a Campo Grande. Diretor, coreógrafo e dançarino, ele é um dos precursores do estilo. Iniciou sua carreira em 1991 e conquistou fama como integrante do Brazil Tsunami All Stars. Obteve reconhecimento internacional em festivais como em evento realizado em Dunquerque, na França.
O mato-grossense Renan Otta é outro dançarino que vem à Capital. Profissional da dança há oito anos, ele conquistou espaço em Nova York, onde faz aulas no Broadway Dance Center. Aproveitando sua passagem pelo Brasil, os organizadores optaram por trazê-lo ao evento. “Estou muito feliz de poder dar aula no primeiro festival de dança de rua que participei há oito anos. Estou muito ansioso de poder compartilhar tudo o que eu aprendi aqui nos Estados Unidos”, adianta o dançarino.
Além dos dois, a programação conta com oficinas de Ariel Ribeiro, Dedy, Henrique Lucas, Bruno Loiácono e a dupla Letícia Pontes e May Ribeiro, que apresentam a Funkids. “É uma oficina voltada para o público infantil. Temos uma presença grande de crianças nas mostras competitivas, por isso optamos por trazer esse espaço de formação para elas também”, aponta Edson.
COMPETIÇÃO
Outro momento do MS Street Dance Fest são as mostras. Hoje, às 20h, na Concha Acústica Família Espíndola, na Praça do Rádio Clube, haverá uma mostra de danças variadas. “Não é focada apenas em street dance. Dança contemporânea, jazz, entre outras, estarão presentes”, afirma Edson. Já amanhã, também às 20h, haverá mostra competitiva de solos, duos, trios e conjuntos. “Recebemos um bom número de inscrições, de grupos de diversas regiões. É um momento de encontro entre quem está dançando atualmente”, comenta.
Mesmo que se trate de uma mostra competitiva, Edson esclarece que todos os grupos acabam ganhando algo. “É uma oportunidade para apresentar seus trabalhos, mas ainda mais importante, é o momento de ser avaliado por quem entende de dança. Todos voltam para casa sabendo em que pontos precisam melhorar, assim como os pontos em que estão acertando”, ressalta.