Correio B

AUDIOVISUAL

Festival premia diversidade cinematográfica

Em Ivinhema, mostra competitiva destaca documentário sobre cinema novo e obras feitas por estudantes

Redação

29/11/2016 - 16h30

O documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha, que, neste ano, foi escolhido o Melhor Documentário do Festival de Cannes, ampliou sua carreira vitoriosa em competições cinematográficas, ao conquistar, no sábado,  o principal  prêmio do 13º Festival de Cinema do Vale do Ivinhema, que, pela primeira vez, estabeleceu mostra competitiva em sua programação.

A obra, que destaca, de forma fragmentária, cenas dos principais filmes do movimento cinematográfico que sacudiu o cinema brasileiro e ganhou repercussão internacional na década de 1960,  além de apresentar  entrevistas de personagens que participaram dele, ficou com o prêmio de R$ 5 mil.

O festival durou seis dias, iniciando-se no dia 20 de novembro,  e apresentou  obras inéditas no circuito exibidor de Mato Grosso do Sul. Na categoria Longa-Metragem,  ainda foram destacados os filmes “Campo Grande”, de Sandra Kogutm, que ficou com o Prêmio do Júri Popular, e “Martírio”, de Vincent Carelli, com o Especial do Júri. Enquanto o primeiro é um drama sobre o relacionamento de uma mulher madura e duas crianças abandonadas pelos pais, o outro é um documentário bastante elogiado sobre o índios da região de Dourados. 

Também foram premiados os curtas-metragens produzidos por estudantes. “De Repente”, da  Escola Nova Geração, de Ivinhema, ficou em primeiro lugar, recebendo R$ 1 mil.  “Porta-Retratos”, da Escola Reynaldo Massi, da mesma cidade, emplacou o segundo lugar, ganhando R$ 600, e a terceira colocação foi para “O Outro Lado”, da escola Filinto Muller, de Angélica, que recebeu  R$ 400.  A categoria de Melhor Curta-Metragem, que tem como objetivo destacar novos realizadores, tem seu edital aberto para todos os estados.  

Na avaliação do coordenador do festival, Ricardo Pieretti Câmara, os recursos originários do Fundo de Investimentos Culturais do Estado (FIC), que totalizaram R$ 74 mil, possibilitaram maior estruturação do evento. “Foi, com certeza, a edição mais madura que fizemos, com toda a parte de produção sendo efetivada, como hospedagem e transporte dos convidados. A perspectiva para o próximo ano é de aumentar a abrangência na região do Ivinhema, incluindo mais cidades no roteiro”, planeja. 

A presidente da Fundação de Cultura do Estado, Andréa Freire, destacou a importância do festival. “Ele é, hoje, o evento mais importante do cinema em Mato Grosso do Sul. Há 13 anos, é feito de maneira muito peculiar pela Fundação Nelito Câmara, com muito cuidado e empenho, principalmente do Ricardo Câmara, que está à frente dessa construção. Esse festival deixa um legado imenso para as cidades que participam, neste ano, especialmente Angélica, bem como a mobilização da juventude local, de como eles se envolvem participando das etapas de construção, isso é muito valioso”, destacou Freire.

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