Correio B

CORREIO B

Milton Nascimento fala sobre vinda a Campo Grande

Milton Nascimento fala sobre vinda a Campo Grande

Redação

28/12/2016 - 15h54

Uma fotografia postada em rede social foi a primeira pista da chegada de Milton Nascimento, o Bituca, a Campo Grande. Ele aterrissou na cidade na quarta-feira passada (21) e ficou seis dias por aqui, depois de uma passagem por Cuiabá. A agenda contou com uma programação repleta de visita a amigos e colegas, assim como um encontro com representantes dos guaranis.

“A passagem por Campo Grande foi ótima, aliás, como foi em todas as vezes em que passei por aqui”, conta o cantor. “Minha equipe e eu aproveitamos também para articular um encontro com representantes dos índios guaranis”, ressalta. Esse foi um dos pontos mais importantes da viagem. 

A reunião foi fechada e, além de Milton, do filho Augusto Kesrouani e do assessor de imprensa Danilo Nuha, também participaram dois observadores não índios: o músico Vinil Moraes e o diretor e ator Fernando Cruz, do Teatro Imaginário Maracangalha.

“Estamos vendo a possibilidade de um projeto de colaboração com um centro de música para índios da região de Caarapó”, explica, sem dar muitos detalhes sobre a ação. “Mas posso dizer que vamos fazer o máximo para que os guaranis possam continuar sonhando dentro de seu território”, pontua.

Em 2010, Milton esteve em Campo Grande, onde realizou show pelo projeto “AVA Marandu – Os Guarani convidam”. Nessa ocasião, o cantor participou de uma cerimônia indígena e foi batizado com o nome Ava Nheyeyru Iyi Yvy Renhoi, que significa “Semente da Terra”, em português. 

Além do encontro com os indígenas, Milton foi convidado para um jantar organizado pelos amigos do cantor e por parte da família de seu assessor. Entre os convidados, músicos como Paulo Simões e Gabriel Sater. Também houve apresentações de dança e cultura de Okinawa. 

CARREIRA

Milton Nascimento é um dos principais nomes da música popular brasileira. Com uma trajetória de mais de 50 anos, o músico afirma: “Sou feliz com tudo aquilo que vivi e, principalmente, com as coisas que continuo vivendo até hoje”. 

Em 2016, ele foi reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa pela Berklee College of Music – a maior faculdade independente de música. Segundo ele, tratou-se de uma homenagem extremamente importante. O convite foi feito “em reconhecimento às suas muitas realizações e conquistas na carreira.” 

De acordo com a mensagem enviada pelo presidente da instituição, Roger H.Brown, a música de Milton “tem influenciado gerações de músicos e enriquecerá, para sempre, a música popular”.

“Se você pegar a lista dos músicos que já receberam essa homenagem, só tem gigantes. Então, esse título que recebi em Boston certamente ficará marcado para sempre”, afirma. Em anos anteriores, foram agraciados com o título músicos como Julio Iglesias, Jimmy Page, Carole King, Duke Ellington, entre outros.

Para o ano que vem, Bituca pretende começar em março uma nova turnê, “com canções escritas ao longo da carreira que trazem forte conteúdo social”. Também será lançado um livro com suas letras.  

NOVAS GERAÇÕES

O contato com novos artistas é uma das marcas na carreira de Milton Nascimento. Ele conta que sempre foi ligado a novos artistas, desde que lançou Lô Borges junto no “Clube da Esquina”, em 1972. Entre as parcerias mais recentes estão shows com o rapper paulista Criolo e gravações com o cantor Dani Black, filho de Tetê Espíndola. Eles alternam os vocais em “Maior”, canção do álbum mais recente de Black, “Divino”.

“Eu sempre fui ligado em novos artistas”, ressalta o músico de 74 anos. Mas, para a realização dessas últimas parcerias, Milton contou com o apoio de sua equipe. “No caso do Dani Black e do Criolo, essa ponte foi feita exclusivamente pelo Danilo, o Japa, meu assessor de imprensa. Dani Black disse no ‘Programa do Jô’ que eu o chamei para conhecer suas músicas, quando, na verdade, isso se deve ao Japa e ao meu filho Augustinho, que, junto do Marcus Preto, organizaram os encontros e me apresentaram ao Dani Black”, detalha.

representando ms

Idealizador do 'Tereré e Quadrinhos' vai pela 4.ª vez à FIQ em BH

Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, um dos principais palcos para os produtores desse formato de histórias que buscam catapultar projetos

04/11/2026 10h07

correio b terere

correio b terere Emmanuel Merlotti participa pela quarta vez do Festival Internacional de Quadrinhos de BH / Acervo Pessoal

Continue Lendo...

DIÁLOGO

A reeleição de Lula para mais quatro anos de mandato jogou um balde de... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (4)

04/11/2026 00h02

8603c51d 751d 4b37 89cb fe2c5ad0fc99 13_2

8603c51d 751d 4b37 89cb fe2c5ad0fc99 13_2

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).