Fantasia, música, cor, amigos e diversão à vontade – tudo o que as crianças mais gostam se reúne a partir desta sexta-feira, nas festas de Carnaval. A empolgação é por conta delas, mas a atenção e o cuidado nesta época são tarefas dos adultos.
Em Campo Grande, as opções de bailinhos durante o dia são as matinês em clubes particulares, onde pagam ingresso, e os bloquinhos de rua, onde participam sem pagar nada. Pagantes ou não e festejando em local fechado ou aberto, o importante mesmo é saber que só boa estrutura e policiamento não garantem 100% de segurança aos pequenos. Existem também, por exemplo, riscos associados à alimentação e ao uso de produtos aparentemente inofensivos.
Confira dicas listadas pelo Correio B com a ajuda do coronel Robinson Moreira do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul e da nutricionista Mareza Mattioli, para curtir as folias infantis com tranquilidade:
1 – Fantasias
Geralmente, são o primeiro item que as crianças e os pais providenciam para participar do Carnaval. Fazem mais sucesso do que nunca e estão cada vez mais elaboradas, mas até na hora de escolhê-las é preciso checar questões de segurança. Tecidos sintéticos podem causar alergia na pele e materiais pontiagudos podem representar risco de lesão à própria criança e às pessoas que estiverem próximas a ela. Dê preferência a tecidos leves, acessórios mais simples, calçados confortáveis e evite roupas muito compridas, que possam provocar quedas.
2 – Tinta
A pintura facial é uma opção para deixar o visual das crianças mais divertido. O ideal é que seja feita com tinta à base de água, pois os pequenos foliões têm a pele mais sensível e podem apresentar alergia a determinadas substâncias químicas. A maquiagem também oferece os mesmos riscos para eles. “Geralmente, não se sabe se a criança tem algum nível de alergia a certas composições químicas, por isso é bom evitar as maquiagens e verificar o rótulo das tintas”, recomenda Robinson.
3 – Spray de espuma
O produto é famoso no Carnaval porque produz uma “chuva” de espuma, mas também pode conter substâncias perigosas para as crianças. “Eles podem ter alergia aos produtos químicos presentes na fórmula e podem apresentar irritabilidade nos olhos. Sem falar que inalar o produto e levá-lo à boca pode ser perigoso. Mesmo que esses produtos tenham selo do Inmetro, o recomendável é evitá-los porque nunca se sabe qual será a reação, cada pessoa tem suas restrições”, comenta o bombeiro. Fora isso, é importante levar em conta, ainda, que o spray é esguichado por meio de aerossol e contém substância inflamável em seu interior. É preciso tomar cuidado com o local em que é lançado e descartado, para não provocar incêndios.
4 – Exposição ao sol
Lembre-se de que o Carnaval acontece no verão, estação em que a incidência de raios ultravioleta é mais intensa. Os mesmos cuidados para o dia a dia valem para os dias de folia: usar e reaplicar protetor solar a cada duas horas (não utilizar o produto em crianças menores de 6 meses de idade), usar chapéu ou se proteger com roupas longas, evitar exposição prolongada e não economizar na hidratação.
5 – Alimentação
O cuidado é redobrado também em relação à alimentação. Para garantir energia e disposição, a nutricionista Mareza recomenda que a criança chegue nas matinês já alimentada. “Em torno de uma hora antes, é bom oferecer uma refeição que vá durar um bom tempo na barriguinha deles. Uma sugestão é pão com patê de frango e requeijão e uma fruta, ou então omelete com a fruta de sobremesa”, orienta. Durante a festa, ela aconselha dar água de coco, água, picolé ou suco de fruta, e evitar que eles comam doces e alimentos gordurosos. “É interessante que os pais pensem em alimentos que reponham as energias que as crianças vão gastar pulando e brincando”, diz. A especialista explica ainda que as frituras, geralmente vendidas no carnaval de rua, não são boas para isso porque exigem um esforço maior do corpo para fazer a digestão.
6 – Hidratação
Tomar água, água de coco, suco de frutas e evitar o consumo de refrigerantes é a dica de Mareza. O volume de líquido ingerido para hidratar o corpo precisa ser ainda maior se a criança está em local aberto, exposta ao sol. Se os pais puderem optar entre a fruta e o suco de frutas, ela recomenda a primeira opção. “O suco é mais prático, mas a fruta é a melhor opção por não ser absorvida muito rapidamente pelo corpo e por estimular a mastigação das crianças acostumadas com alimentos prontos”, finaliza.