E o carnaval carioca não acabou. Pelo menos não no que depender da Portela. Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira, 6, no barracão da agremiação, no Rio, a escola de samba informou que vai pedir a anulação da plenária realizada na quarta-feira, 5, que dividiu o título do carnaval carioca de 2017 com a Mocidade Independente de Padre Miguel.
A escola afirmou que vai recorrer com base no estatuto da Liga das escolas de samba do grupo especial, a Liesa. A ideia era que apenas o parecer da entidade fosse levado em consideração para julgar se a Mocidade teria ou não direito ao título do carnaval. Segundo este, não. No entanto, uma votação realizada com os dirigentes das outras escolas de samba que compõem o grupo especial acabou dando o título também à Mocidade. Já que por sete votos a um - com cinco abstenções -, as agremiações concordaram com a divisão.
Participaram da coletiva de imprensa o advogado da escola, Leovegildo de Oliveira, o presidente da agremiação, Luis Carlos Magalhães, e o membro da comissão de carnaval da Portela, Fábio Pavão.
Integrantes e dirigentes indignados
A plenária com as escolas de samba do grupo especial na quarta-feira, 5, que culminou em votação que dividiu o título do carnaval carioca entre Portela e Mocidade por sete votos a um - com cinco abstenções -, indignou muitos portelenses. Nesta quinta-feira, muitos usaram as redes sociais para desabar e chamar de traição a votação que acabou por prejudicar a escola.