Muita gente leva meses para encontrar o carro que procura. Para o colecionador e dono de loja de carros antigos Mauricio Marx, a espera pela Lotus Seven 1961 foi um pouco mais longa, de 18 anos.
Em 1999, seu pai, o colecionador Flavio Marx, negociou a compra do esportivo, o único exemplar do modelo no Brasil. “Depois de comprar, ele viajou para a Europa e combinou de acertar o pagamento e retirar o carro na volta”, conta Marx.
Flavio, no entanto, morreu dias depois do retorno, antes de conseguir concretizar a aquisição. Mauricio, na época, tinha conhecimento do Lotus, mas não sabia detalhes da negociação e acabou não procurando o vendedor.
Passados 18 anos, o empresário foi procurado pelo dono do veículo em 2017 e o comprou há cinco meses. “Ele me disse que, se não fosse para mim, não venderia o carro para ninguém”, relata o colecionador.
O estado do veículo não era dos melhores, já que a Lotus ficou boa parte dos anos guardada em uma garagem.
“Ainda que fosse um Fusca, foi o último carro negociado pelo meu pai. Compraria de qualquer forma”, diz.
Antes de fechar a compra do veículo, Marx teve que superar a "resistência" da irmã, Maya. "Ela não queria que eu comprasse mais um carro. Mas, quando contei que o papai tinha comprado o carro, ela adorou e me 'autorizou' a fechar a compra", conta.
Com o carro em mãos, o próximo passo é a restauração. Algumas peças, como carburador e lanterna, foram trazidas dos Estados Unidos.
Com a agenda cheia, Marx irá se dedicar ao veículo apenas em 2018. A restauração da Lotus Seven, diz ele, ficará como uma resolução de ano novo. E outra decisão também já foi tomada: embora seja dono de uma loja de carros antigos, Marx não irá vender a Lotus.