O aclamado filme “Foxcatcher - Uma história que chocou o mundo”, do diretor Bennet Millet, chega à Netflix dia 1º de fevereiro. A produção de 2014 acumulou cinco indicações ao Oscar, incluindo Melhor Diretor, Melhor Ator (Steve Carell) e Melhor Roteiro Original.
Apesar de ter saído da premiação anual de Hollywood sem nenhuma estatueta, o filme aborda de forma contundente algumas profundas questões enraizadas na sociedade americana, como a obsessão pela vitória e o narcisismo.
A trama é inspirada na história real de dois irmãos norte-americanos medalhistas olímpicos na luta greco-romana, Mark (Channing Tatum) e David Schultz (Mark Rufallo).
O filme retrata a época de suas vidas em que se associaram a John Dupont (Steve Carell), um homem muito rico, cuja família fizera fortuna durante a Guerra Civil americana e que depois se consolidara na indústria química.
O excêntrico milionário era um grande apreciador de luta greco-romana e famoso por patrocinar o esporte norte-americano. Ele cria um centro de treinamento para atletas em uma de suas fazendas na Pensilvânia e resolve contratar o decadente Mark, campeão olímpico que almeja voltar ao topo dos pódios, para liderar o Time Foxcatcher.
O objetivo da equipe de lutas é conquistar medalhas nos Jogos Olímpicos de 1988, em Seul. A relação entre os dois rapidamente se transforma em algo doentio, algo que desvirtua os ideais olímpicos do lutador e aprofunda seus ressentimentos com o seu irmão, atleta bem-sucedido e bom pai de família.
Apesar de o filme ter sido bem recebido pela crítica, o próprio Mark Schultz não ficou nada contente com o modo como foi retratada a sua relação com John – há cenas que sugerem uma possível relação homossexual entre o medalhista e milionário. Mark atacou o filme, alegando que a interpretação dos personagens e seus relacionamentos no filme são fictícios e insultuosos.