Enquanto houver um bom texto para ser encenado e uma plateia para ser estimulada, “cutucada”, haverá o Teatral Grupo de Risco no palco. Tanto isso é verdade, que este coletivo de atores está completando 30 anos de existência em Mato Grosso do Sul e festeja dando presentes à população. Serão apresentações teatrais, exibições de filmes, oficinas de formação, rodas de conversas sobre diversos temas sociais, culturais e políticos, além do início do processo de sistematização da história do grupo.
As apresentações teatrais começaram neste sábado (24) na Feira do Bairro Guanandi, com o espetáculo de rua “A princesa engasgada” (de Márcia Frederico). A peça, em cartaz há 17 anos, é baseada na comédia de arte, uma homenagem ao humor do teatro medieval no qual dois atores representam diversos personagens. O espetáculo ainda vai para duas feiras da Capital: Feira da Coophavila 2 (dia 27) e na Feira da Orla Morena, no Cabreúva (1º/3), todas às 19h, com participação gratuita do público.
Ao longo de sua trajetória, o Teatral Grupo de Risco criou espetáculos adultos, infantojuvenis e de bonecos, além de documentários, fomentando um trabalho profissional de artistas movidos por interesses e objetivos de criação comuns e pautados, sobretudo, nas questões mais profundas sobre a identidade cultural sul-mato-grossense.
O compromisso com questões importantes da sociedade transformou o grupo em um centro de referência tanto no desenvolvimento de pesquisas de linguagens estéticas quanto na execução de projetos culturais e trabalhos sociais envolvendo a arte.
Segundo a atriz e uma das diretoras do coletivo teatral, Roma Roman, o grupo nunca desviou de sua linha mestra. “A gente continua dentro desta ideologia que foi construída a partir dos primeiros anos, que é falar da nossa aldeia sem esquecer o mundo, de criar vínculo com a comunidade por meio do teatro e de outros projetos que desenvolvemos”.
Há 17 anos contando com sede própria, o grupo ocupa o espaço desenvolvendo estudos e pesquisas teatrais, além de oferecer oficinas para atores e o próprio local para que outros possam desenvolver sua arte. “Somos insistentes, disponibilizamos este espaço há muito tempo, mas apenas ultimamente os artistas vêm se apropriando dele e oferecendo mais arte à população”, enfatiza Roma Roman.