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Meio ambiente

Cientistas criam enzima para degradar plástico

Ideia pode solucionar um dos maiores problemas ambientais do mundo

Redação

17/04/2018 - 16h49

Uma descoberta pode representar a solução para a degradar garrafas de plástico. Uma nova enzima criada por acaso em laboratório apresenta uma nova esperança para colocar fim a este problema, segundo um estudo publicado pela revista “PNAS”.

Um grupo de cientistas desenharam essa enzima que é capaz de digerir alguns plásticos contaminantes mais comuns, o que “proporciona uma solução potencial a um dos maiores problemas ambientais do mundo”, segundo um comunicado da Universidade de Portsmouth (o Reino Unido).

Esta descoberta, na qual colaborou também o Laboratório Nacional de Energia Renovável (NRLE) do Departamento de Energia dos Estados Unidos, pode levar a uma solução de reciclagem para milhões de toneladas de garrafas de plástico feitas de Poli(Tereftalato de Etileno) (PET).

A nova enzima é capaz de degradar, além disso, o polietileno-furanoato (PEF), um material bio-baseado no plástico que começa a ser usado em substituição às garrafas de cerveja de vidro.

Os professores John McGeehan, da Universidade de Portsmouth, e Gregg Beckham, do NREL, decifraram a estrutura cristalina da PETasa, uma enzima recentemente descoberta, e usaram essa informação obtida em 3D para compreender como funciona.

No entanto, durante esse processo, desenharam por acaso uma nova enzima que é ainda melhor que a PETasa (criada pela natureza) para degradar o plástico, explica a nota.

Os pesquisadores estão agora trabalhando para melhorar ainda mais a enzima para que possa ser usada de maneira industrial para degradar o plástico em um pouco tempo.

O uso do plástico se generalizou nos anos 60 e então “poucos podiam ter previsto” que grandes manchas deste material seriam vistas flutuando nos oceanos ou que seriam arrastadas a praias de todo o mundo”, disse McGeehan.

O professor lembrou que “todos podemos desempenhar um papel significativo” para fazer frente ao problema dos plásticos, especialmente a comunidade científica que deve usar “toda a tecnologia à disposição para desenvolver soluções reais”.

Os pesquisadores chegaram a essa descoberta enquanto examinavam a estrutura da Ideonella sakaiensis, uma enzima natural que acredita-se que evoluiu em uma fábrica de reciclagem de Japão, o que permitia a uma bactéria usar o plástico degradado como alimento.

O PET foi patenteado nos anos 40, por isso que não faz tantos anos que existe na natureza, assim o grupo de especialistas quis esclarecer como essa enzima tinha evoluído e se havia alguma forma de melhorá-la.

O objetivo era determinar sua estrutura, mas ao final e por acaso, os cientistas acabaram dando mais um passo ao desenhar uma enzima que é “inclusive melhor” a degradar plásticos de PET.

Embora a melhoria “seja modesta”, esta descoberta sugere que há margem para melhorar ainda mais essa enzima, chegando mais perto de uma solução de reciclagem para a montanha cada vez maior de resíduos plásticos”.

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