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Marcha no tapete vermelho de Cannes pede igualdade de gêneros no cinema

Marcha no tapete vermelho de Cannes pede igualdade de gêneros no cinema

Bruna Aquino

12/05/2018 - 13h15

Num ato carregado de simbolismo, 82 mulheres, entre diretoras, atrizes e roteiristas, fizeram uma marcha no tapete vermelho do Festival de Cannes, na França, no fim da tarde deste sábado (12) -​começo da tarde no Brasil.

O ato ecoou as demandas dos movimentos MeToo e Time's Up, que lutam contra o assédio e pela defesa da igualdade de gêneros na indústria cinematográfica.

O número 82 se refere à quantidade de mulheres que já competiram nas 71 edições da mostra francesa de cinema. Em comparação, nessas mais de sete décadas, mais de 1.600 homens também disputaram o mesmo prêmio.

Presidente do júri da competição nesta edição, a atriz australiana Cate Blanchett leu um manifesto escrito em inglês, que era repetido em francês pela diretora franco-belga Agnès Varda.

"Nós não somos minoria no mundo, embora o estado das coisas na indústria cinematográfica diga o contrário", leram as duas, que pediram equidade salarial e representatividade de gêneros.

O ato foi convocado pelo movimento 5050en2020, a resposta francesa aos seus correspondentes americanos. O objetivo do grupo europeu é que até o ano de 2020, as cúpulas de instituições, escolas de cinema, festivais e júris sejam compostas por 50% de mulheres.

Entre as mulheres que também participaram do ato, no alto da escadaria que dá acesso ao Palais, estão as demais juradas do sexo feminino deste ano (Ava DuVernay, Léa Seydoux, Kristen Stewart e Khadja Nin), além de atrizes como Claudia Cardinale e Marion Cotillard.

A marcha precedeu a exibição do longa "Les Filles du Soleil", de Eva Husson. Ela é uma das únicas três diretoras mulheres que competem na edição deste ano, que conta com outros 18 homens.

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