Em meio à maratona de produções originais Netflix, estreia dia 13 de julho “Próxima Parada: Apocalipse”. O filme é estrelado por Theo James, famoso por interpretar o mocinho Tobias Eaton em “Divergente”, e Forest Whitaker, vencedor do Oscar de melhor ator por “O Último Rei da Escócia”. A Netflix fez uma aposta alta na compra da superprodução em 2017, já que o diretor David M. Rosenthal e o roteirista Brooks McLaren são estreantes no meio. Essa opção é quase que inusitada no canal, dado que experiência é um critério muito requisitado em suas produções originais.
O enredo gira em torno de Will (Theo James), que decide se mudar com a noiva grávida para a Costa Leste americana. Essa decisão fez com que o jovem atritasse com os sogros, algo nada recomendável quando o pai dela, Tom (Forest Whitaker) é um veterano de guerra condecorado. Para melhorar seu relacionamento com os dois, o protagonista faz uma viagem para Seattle, de onde se mudaram. Apesar das conversas, os pais de Samantha não conseguem tirar da cabeça que Will é o culpado pelo recente distanciamento da filha. Entretanto, uma tragédia natural de proporções apocalípticas atinge o país, e os três perdem contato com Samantha. O filme, então, se concentra na odisseia de Will e seu futuro sogro em busca da jovem. Os dois terão de superar suas diferenças para conseguirem cruzar um país que mais parece uma zona de guerra e cujas autoridades não dão sinal de vida.
Sem muita originalidade, “Próxima Parada: Apocalipse” é mais um filme de ação genérico no quesito “pós-apocalipse” de Hollywood, com diversas cenas de luta, explosões e tudo que uma produção de alto orçamento tem direito. No geral, parece um “The Walking Dead” sem zumbis, que também explora o clássico cenário de fim do mundo, onde vale a lei do “olho por olho, dente por dente”. O principal ponto forte da produção fica nos grandes nomes que compõem o elenco e na figuração envolvente.