Inicialmente, o público-alvo inicial de desenhos animados era o infantil, visto que as cores e os personagens conseguiam enriquecer substancialmente o imaginário das crianças. Entretanto, as animações ganharam enorme proporção, e, atualmente, um gênero um tanto quanto incomum virou febre. Os cartuns voltados para o público adulto fazem muito sucesso e o cenário remetente ao universo infantil dá uma cativante pitada de ironia ao segmento. Algumas das produções mais conhecidas do gênero são “Rick and Morty”, “Bojack Horseman” e “Family Guy”. E, para encorpar ainda mais o catálogo, a Netflix exibirá “Final Space” a partir do dia 20 de julho.
A série, original da emissora norte-americana TBS, gira em torno de Gary Goodspeed, um trapaceiro que é condenado a cumprir pena em uma nave-prisão. Lá, o contato mais próximo de humano que ele tem é por meio de robôs programados para mantê-lo na linha. Durante quase cinco anos, Gary vive essa arrastada rotina de prisioneiro solitário no espaço. Mas tudo muda quando aparece na nave uma fofa criatura verde, que carinhosamente recebeu o apelido de “Mooncake”. Apesar de adorável, a criatura é capaz de destruir planetas inteiros, e, por isso, é tão cobiçada. Sem saber de poder algum, Gary faz de Mooncake seu bichinho de estimação, e, a partir daí, os episódios se desenvolvem em cima das aventuras vividas pelos dois. Ao longo dessa jornada eles unem-se a Avocato, um caçador de recompensas, e Quinn, capitã do exército intergaláctico, para evitar que Mooncake acabe nas mãos do terrivelmente pequenino vilão chamado de Lord Commander.
“Final Space” fez muito sucesso nos Estados Unidos, o que levou a Netflix a comprar os direitos do desenho, que faz parte de um segmento televisivo extremamente complexo. Afinal, as animações voltadas para o público adulto exigem um senso de humor refinado, para que cada sutileza possa ter uma interpretação adequadamente torpe, o que é a alma do gênero.