Durante o mês de julho, muitos aproveitam as férias para viajar e conhecer novas culturas. Mas enquanto a maioria prefere passar seus dias de recesso em praias paradisíacas e parques de diversão, outros optam por destinos nada ortodoxos. Trata-se do “dark tourism” (turismo obscuro), um fenômeno global em que as visitações clássicas são trocadas por lugares historicamente associados à morte e às grandes tragédias. Com o intuito de entender a fundo este conceito, chega dia 20 de julho na Netflix a série de documentários “Turismo Macabro”, conduzida pelo repórter televisivo neozelandês David Farrier.
Após conquistar a aprovação das críticas com “Tickled”, documentário lançado em 2016 sobre competições de resistência às cócegas, o jornalista David Farrier volta às telas com “Turismo Macabro”. Nessa parceria com a Netflix, que consiste na primeira produção original do serviço de streaming na Nova Zelândia, Farrier irá sair da sua zona de conforto para visitar os lugares mais sinistros e medonhos imagináveis. Desde campos de guerra a lagos radioativos, além de participar de uma cerimônia vodu logo após bater um bom “papo cabeça” com um verdadeiro assassino em série.
Armado apenas com sua curiosidade e maneira sádica de encarar a vida, David Farrier percorrerá o mundo para entender o porquê do obscuro e do inusitado serem tão atraentes para milhares de pessoas ao redor do globo. Nesse sentido, “Turismo Macabro” apresenta opções de viagens no mínimo interessantes para aqueles cansados das férias clichês e enfadonhas com a família. Afinal, o ser humano sempre se sentiu intrigado pela morte. Talvez por que, confrontado com ela, seja lembrado da alegria que sente por estar vivo.