Com a passagem para o Século XXI, o mundo vivenciou um período de intensos avanços tecnológicos, principalmente na área da comunicação. Com o advento da internet e das redes sociais, a televisão perdeu o monopólio das notícias e do entretenimento, ofuscada pela rapidez e diversidade do conteúdo disponível online.
Dessa forma, o jornalismo teve que se adaptar aos novos tempos, em que a velocidade de divulgação desempenha um papel majoritário para o sucesso de uma matéria. Nesse contexto, a empresa de notícias norte-americana “BuzzFeed” se tornou uma rede global líder da mídia independente digital. Agora, se une à Netflix para criação do documentário “Seguindo os Fatos”, que estreia no dia 23 de agosto.
A série conta com 20 episódios e retrata os bastidores do jornalismo na empresa através da perspectiva de sua equipe editorial. Estagiários e repórteres como Scaachi Koul e Azeen Ghorayshi revelam como são produzidas suas histórias mais sombrias e bizarras, que vão desde ASMR (Resposta Autônoma do Meridiano), que são vídeos para relaxar, até questões sobre tráfico sexual e identidade de gênero.
Além disso, mostra como os profissionais do “BuzzFeed” enfrentam um problema comum no jornalismo atual, as “fake news”, as notícias falsas que se espalham rapidamente através das redes sociais e comprometem a visão popular dos fatos.
O “BuzzFeed” é uma empresa nova-iorquina de mídia e notícias fundada em 2006 por Jonah Peretti com o intuito de criar conteúdo viral para internet. O que inicialmente era um pequeno projeto experimental se tornou uma instituição avaliada em US$ 1.5 bilhão, capaz de empregar 1.300 pessoas ao redor do mundo.
Apesar disso, por seu caráter dúbio, que se alterna em promover notícias com questionamentos sociais e temas fúteis com o único objetivo de atingir o máximo de visualizações possíveis, a plataforma já foi alvo de diversas críticas quanto ao seu tratamento profissional e jornalismo, tidos como restrito e predatório.