Histórias de amor têm geralmente uma estrutura parecida. Os protagonistas, apaixonados, estão em uma constante busca para superarem qualquer barreira que os impeça de ficar juntos. Contudo, o que torna interessante uma produção desse gênero são os detalhes por trás dessa odisseia. Nessa perspectiva, “Os Inocentes” estreia na Netflix dia 24 de agosto para provar que às vezes o enredo é tão detalhado que fica difícil encaixar a série em apenas um segmento.
A história gira em torno de June (Sorcha Groundsell). No final da adolescência, ela decide fugir de casa com o namorado Harry (Percelle Ascott) para começar do zero em Londres. Tudo corria bem na vida do casal até que ela descobre ser capaz transferir sua consciência para outros corpos. E ela não é a única que consegue fazer isso. Ajudada pelo excêntrico médico Halvorson (Guy Pearce), June tenta se entender melhor e descobrir como manter um relacionamento ciente de que ela é uma ameaça para a segurança do próprio namorado.
Como a série pode ser classificada em diversos gêneros, ficam claros diversos aspectos clássicos de cada segmento. Apesar disso, a produção está longe de ser previsível. Por se enquadrar também como ficção científica, as possibilidades de personagens a se explorar são infinitas, além de deixarem a série mais instigante. Com vilões perversos, cenários assustadores e diversos conflitos internos, a produção original Netflix é uma das estreias mais esperadas do ano.
Na tentativa de trabalhar com essa mistura de gêneros, muitas outras produções já foram criticadas como confusas ou acusadas de não entregarem o que prometeram. É difícil balancear tantos estilos de forma a manter uma trama fluida e intrigante. Apesar dessas dificuldades, “Os Inocentes” pode ser classificado como drama, romance e ficção científica, e tem tudo para emplacar entre os grandes sucessos da gigante do streaming.
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