Talvez um dos mais controversos gêneros cinematográficos, o terror busca causar medo no espectador através de abordagens sobrenaturais e perturbadoras das paranoias humanas. Com uma pegada de suspense e altas doses de adrenalina, essa categoria conquistou uma ampla base de admiradores, que exige conteúdos cada vez mais assustadores. Ciente dessa demanda, a Netflix resolveu se aliar à produtora californiana Blumhouse - responsável por “Corra!” e “Atividade Paranormal” - para o lançamento da nova série indiana “Ghoul - Trama Demoníaca”, que estreia na plataforma no dia 24.
Ao longo de três episódios, Radhika Apte (“Sacred Games”) interpreta Nida Rahim, uma oficial militar que, após denunciar o próprio pai por ativismo antinacionalista, é promovida à detetive e realocada para uma isolada prisão indiana, responsável por conduzir o interrogatório do misterioso terrorista Ali Saeed Al Yacoub. No entanto, o prisioneiro está possuído por um espírito que lhe confere capacidades sobrenaturais, como a habilidade de revelar os segredos mais obscuros das pessoas. Trata-se de um Ghoul, personagem da mitologia árabe que se alimenta de cadáveres humanos e profana tumbas, além de sequestrar crianças e adultos para devorá-los e, assim, adquirir a forma de sua última presa.
Com roteiro e direção de Patrick Graham, “Ghoul - Trama Demoníaca” é a segunda série indiana original Netflix, mas a primeira de terror. Com uma ampla perspectiva de espectadores, o serviço de streaming já vinha apostando nas produções hindus, como “Lust Stories” e “Sacred Games”, que receberam respostas positivas do público e da crítica. Nesse sentido, “Ghoul” procura explorar o universo do horror regional, pouco retratado nas superproduções de Bollywood, bairro que concentra as produtoras cinematográficas de Mumbai.