No lugar de discursos mais politizados, algumas piadinhas e um pedido de casamento estiveram entre os principais momentos na entrega dos prêmios Emmy, que teve apresentação de Colin Jost e Michael Che, dupla de "Saturday Night Live".
Entre outros momentos não tão surpreendentes "Game of Thrones", da HBO, recuperou o troféu principal da festa. A série não concorreu no ano passado e viu "The Handmaid's Tale" (Hulu) ficar com os principais prêmios em 2017.
Desta vez, porém, as aias foram as grandes derrotadas na categoria drama, que distribuiu os principais prêmios para várias séries. "The Americans", em sua última temporada, rendeu o troféu de melhor ator para o britânico Matthew Rhys -também venceu na categoria roteiro.
Claire Foy, desta vez, conseguiu superar Elisabeth Moss no prêmio de melhor atriz por sua rainha Elizabeth 2ª, em "The Crown" -é a despedida da atriz da personagem na série, que terá um salto no tempo.
O ator Peter Dinklage, que interpreta Tyrion Lannister em "Game of Thrones", voltou a vencer na categoria ator coadjuvante -levou o mesmo prêmio na primeira temporada. E desta vez se lembrou de agradecer a mulher. E Thandie Newton surpreendeu ao levar a melhor sobre três atrizes de "The Handmaid's Tale" na categoria de coadjuvante por "Westworld", série da HBO.
A briga entre HBO e Netflix saiu sem vencedor. Cada um saiu com 23 estatuetas.
Antes das premiações de drama, quem mais chocou a plateia foi mesmo Glenn Weiss, que recebeu um troféu pela direção na cerimônia do Oscar. No discurso, aproveitou para pedir a namorada em casamento, para espanto dela e da plateia. Saiu com um "sim".
Entre os prêmios para séries cômicas, "The Marvelous Mrs. Maisel", da Amazon, herdou a coroa da cancelada e premiadíssima "Veep".
Rachel Brosnahan e Alex Borstein ficaram, respectivamente, com os troféus de melhor atriz e atriz coadjuvante. Criadora da série -e antes mais conhecida por "Gilmore Girls"- Amy Sherman-Palladino levou os prêmios de direção e roteiro, no qual mantém sua característica de diálogos rápidos e cortantes.
Sem a badalação de "Big Little Lies", que ganhou tudo no ano passado, as categorias de minissérie ou telefilme ficaram mais divididas, mas o principal vencedor foi "O Assassinato de Gianni Versace - American Crime Story", exibido no Brasil pelo canal FX.
Criador do programa, Ryan Murphy lembrou as vítimas de crimes de ódio contra homossexuais em um dos principais discursos da noite.
"Essa série é sobre homofobia. Uma em cada quatro pessoas LGBTQ+ nesse país sera vitima de crimes de ódio. Dedicamos esse premio a eles", disse Murphy.
Darren Criss, no papel do assassino de Versace, levou o prêmio de ator. Murphy, o novo queridinho da TV, levou ainda o prêmio de direção pela minissérie, com a qual se despede do grupo Fox -o showrunner assinou recentemente contrato multimilionário para desenvolver programas para a Netflix.
Aqui, o serviço sob demanda ficou com os prêmios de ator coadjuvante (Jeff Daniels) e atriz coadjuvante (Merritt Wever), ambos por "Godless".
Episódio da cult "Black Mirror" (Netflix), "USS Callister" levou o prêmio de roteiro. David Lynch e o novo "Twin Peaks" saíram sem nada.