Desde a década de 1960, a temática acerca da legalização da maconha é uma constante nos debates em qualquer lugar do mundo. Nos últimos anos, muitos avanços foram feitos em prol da descriminalização desse narcótico, tanto para fins médicos quanto para recreativos. Como consequência dessas medidas, muitos produtores passaram a ganhar a vida legalmente com a droga, ao passo que outros ainda permaneceram na ilegalidade. Em especial, o condado de Humboldt, na Califórnia, expressa bem essa diversidade de produtores. A região é responsável pela produção de mais da metade de toda a maconha ilegal americana. Para contar melhor a história desse tenebroso lugar, a Netflix lançará dia 28 de dezembro a série documental “Montanha Mortal”.
A região é um local muito atrativo para jovens dispostos a fazer tudo para mudar de vida, sob promessa de ganhar muito dinheiro. A área é conhecida por não ter praticamente nenhuma supervisão policial, e, com isso, está completamente à mercê de carteis e de vigilantes. Com essa presença fraca do poder público na região, muitas pessoas vão para a Montanha Mortal e nunca mais voltam.
Um dos inúmeros casos de desaparecimentos é o de Garret Rodriguez, um jovem que foi para a Montanha com o objetivo de conseguir economizar dinheiro e comprar uma casa para ele e o pai. Entretanto, após muito tempo desaparecido, Garret foi encontrado morto, e as equipes de filmagem do documentário acompanharam detalhadamente a perícia e prometem revelar ao mundo a chocante realidade da região. “Montanha Mortal” retrata uma faceta um pouco irônica da discussão a respeito da maconha. Ao passo que a droga é conhecida pela presença em movimentos hippies contrários à violência, o conteúdo mostrado nas filmagens indica exatamente o contrário.