Correio B

SAÚDE

Projeto 2019: deixar o sedentarismo

Ideal é praticar 150 minutos de atividade física moderada por semana

Redação

30/12/2018 - 11h54

O sedentarismo está entre os principais fatores de risco que ameaçam a saúde. Um estudo realizado na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, provou que o sedentarismo não só provoca doenças, como encurta a vida. A pesquisa acompanhou 334 mil voluntários durante 12 anos e descobriu que pessoas que não faziam qualquer atividade física, corriam mais risco de morte prematura, inclusive, do que aqueles que estavam um pouco acima do peso.

Com o início do novo ano, a estação do verão e a proximidade do carnaval, a busca pelo corpo perfeito parece colocar no topo da lista de quase todas as pessoas o item fundamental: sair do sedentarismo e 
começar a praticar uma atividade física. No entanto, aqueles que desejam chegar à boa forma rapidamente ou que queiram se livrar dos excessos gastronômicos cometidos nas festas de fim de ano sem paciência e 
parcimônia podem sofrer com consequências dolorosas, alerta o fisioterapeuta Helder Montenegro.

"Nessa época, as pessoas correm atrás de um ‘corpo perfeito’ de maneira ‘cega’. É importante destacar que exercícios sem orientação profissional ou visando resultado a qualquer custo, normalmente, levam à sobrecarga de peso e podem provocar lesões nos ombros, joelhos e lombar”, afirma o fisioterapeuta.

Exercícios físicos são importantes para a manutenção da boa saúde e da qualidade de vida, mas só se praticados de forma adequada e com orientação. Movimentos de flexão e torção da coluna na malhação, por exemplo, se não forem feitos da maneira correta podem gerar complicações e evoluir para os denominados abaulamentos discais, por consequência da degeneração dos discos intervertebrais, ou chega a causar espondilolistese – quando uma vértebra acaba deslizando sobre a outra.
 

Por isso, Montenegro defende como imperativo na hora de decidir iniciar uma atividade física que se tome certos cuidados. O primeiro deles é que o interessado em sair do sedentarismo procure uma avaliação 
física prévia (clínica, cardiológica e ortopédica). Outra dica essencial é que se formule na companhia de um profissional de educação física uma programação de trabalho para toda a semana.

O planejamento tem como intuito assegurar o estímulo de forma equilibrada dos grupos musculares.
“Apesar de ser uma dica mais básica é sempre bom frisar a importância do aquecimento antes do início dos exercícios, já que é um cuidado que quase sempre é negligenciado na academia.É fundamental que todos tenham a consciência também que não se deve trabalhar com carga maior do que é capaz”, alerta o profissional.

Para os que desejam aderir atividades aeróbicas na rotina o conselho é que se preocupe no começo mais com o tempo de treino do que com a intensidade. “O ideal é que inicie com uma caminhada moderada e 
permaneça nesse treinamento até a pessoa se sentir pronto para incluir trotadas”, explica.

A escolha um tênis adequado à prática é uma forma eficaz de proteger os membros inferiores dos impactos e repetições de movimentos. Para escolher o tênis, o ideal é consultar um ortopedista para que ele analise qual o seu tipo de pisadas.  Já que a supinada - quando há rotação externa excessiva do pé – e a pronada - quando há rotação interna do pé - podem influenciar na postura e o uso do calçado correto consegue corrigir o desvio por meio de um mecanismo de compensação que alinha a coluna.

“ Enquanto a pessoa estiver correndo, mantenha o tronco ereto, como se existisse uma linha que o puxasse para cima pela cabeça. Procure contrair levemente a parede abdominal, sem murchar ou estufar a barriga, 
sempre que se lembrar durante os treinos. Esses cuidados simples ajudam na prevenção contra as dores nas costas, queixa tão comum entre os corredores”, orienta.

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